sexta-feira, julho 28, 2006

Uma semana surpreendente!

Depois de ter contando todas as histórias da minha viagem (Fer, obrigado pelos elogios aos meus textos), é hora de retomar o dia-a-dia, a rotina e tal. Pelo menos devia ser assim, mas incrivelmente não foi o que aconteceu essa semana. Acho que a onda de energia positiva e sorte que estava comigo no Canada me acompanhou pra cá. Vou explicar o porque.

Fui trabalhar na terça e, quando chego lá, tava um alvoroço. Todo mundo agitado. Fui descobrir a notícia surpreendente: a Microsoft comprou o instituto de informática e todo o pessoal junto. Eu caí de para-quedas nesse rolo. E as informações eram todas desencontradas, nada definitivo. Fiquei meio perdido e ao mesmo tempo empolgado é claro.

Mas depois veio a preocupação. Nem todos os funcionários seriam efetivamente contratados pela Microsoft. Haveria uma entrevista com cada um, e quem não fosse selecionado seria muito provavelmente mandado embora.

E a semana inteira envolveu a questão da Microsoft. Por um lado é algo muito bom, uma oportunidade única. Mas por outro lado, pode significar o fim da história por aqui. E aí eu vim convivendo com esse dilema esses dias todos, mas sempre tranquilo. Não cheguei a ficar nervoso ou preocupado pois qualquer que fosse o resultado eu estaria feliz.

Minha entrevista foi marcada pra sexta as 10 h. Na quinta, conversei com muita gente que já tinha passado pelas entrevistas e isso me assustou um pouco. Ouvi histórias muito ruins, muita pressão envolvida, testes meio esdruxulos (por ex. escrever 5 algoritmos no papel em 30 minutos) e coisas desse tipo. Realmente o pessoal que a vida toda teve aquele emprego não esperava passar por isso agora, por isso tava todo mundo meio tenso. Mesmo assim, várias pessoas me deram apoio, principalmente a Linette, o Aleksey e meu chefe Dr. Gillam.

Hoje (sexta) de manhã, acordei cedo, peguei o trem e fui lá no prédio da Microsoft aqui em Washington. Fiquei um pouquinho ansioso é claro, mas quando cheguei lá tudo mudou. Todo mundo que conversei lá foi muito simpático comigo, a começar pela secretária.

Basicamente duas pessoas me entrevistaram. Uma querendo saber informações mais burocráticas, visto, etc. E o outro cara querendo saber do meu trabalho. Eu achava que ai ser um negócio barra pesada, mas acabou sendo algo super bacana, pelo menos eu achei. Pode ser que eu esteja muito enganado, mas minha impressão foi das melhores. A entrevista não passou de um bate-papo bem light, sobre robótica, IA, e temas de pesquisa. Falei sobre o que eu faço no hospital e sobre tudo que já fiz até hoje. E eu gosto pouco de falar disso né hehe, falei pelos cotovelos. E me saí bem, não engasguei muito, consegui falar bem eu acho. Sei que depois de conversar por uns 40 minutos, terminei convidando o cara pra ir no hospital ver o robo, mostrar o que eu já fiz com ele. E o que ele me disse foi: It was nice to talk with you. Ou seja, ele achou bacana nosso papo. Com isso eu não poderia sair de lá mais satisfeito. É claro, pode ser que eu esteja enganado, pode ser que embora eu tenha tido uma boa impressão as coisas deem um resultado adverso, sei lá, é esperar pra ver.

Saindo de lá aproveitei pra procurar um supermercado, já que aqui perto do hotel não tem. Dado que eu recebi meu salário atrasado essa semana, fiz uma extravagância, uma compra de 30 dolares hehehe. Pode ser pouco, mas antes eu só comprava 10, 15 dolares. Comprei várias coisas, até polenta hehe. E ta um calor infernal aqui, eu de camisa preta, carregando um monte de sacola, uma beleza.

Depois, fui pegar o metro de volta. Ao entrar na estação, o trem já tava parando. Corri pelas escadas com aquele monte de sacola e entrei alguns segundos antes dele fechar as portas. Ufa! Sentei sossegado e fomos em frente. Porém! Na estação seguinte percebi que eu tinha pego o trem no sentido errado. Eita cabeção! Tive que esperar a outra estação ainda pra descer e então pegar o trem no sentido certo. Mas cheguei a tempo de fazer meu macarrão caprichado e almoçar.

Acho que a minha parte eu fiz, minha missão eu cumpri. Semana que vem sai o resultado disso tudo e, quem sabe, eu serei um dos novos pesquisadores da Microsoft. Mas... caso nada de certo, eu volto pro Brasil e estarei feliz também, pois estarei com pessoas que eu adoro e fazendo algo que eu também adoro.

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, julho 26, 2006

A volta pra Washington

Foi difícil, mas acordei as 4:30 da manhã pra pegar o taxi e ir pro aeroporto. Caindo de sono, desci até o saguão do hotel e por sorte já tinha um taxi esperando não sei quem. Como taxista também não sabia quem esperava, deu certo, e ele me levou pro aeroporto. E o cara foi bacana, diferente do árabe do turbante. Por que na hora de pagar ele ia dando o troco certinho, sem se fazer de joão sem braço. Aí então eu mandei a famosa "keep the change" e ele ficou todo feliz, desejando um bom dia pra mim. Acabaria sendo, mas depois de passar uns apuros.


Fiz check-in, passei pelo raio-x, onde me pediram pra abrir o laptop e fiquei esperando o embarque. Tava com tanto sono que acabei cochilando na cadeira de espera. Embarquei, e do meu lado foi um casal simpático de vô e vó. O sono era tanto que, finalmente, depois de muitos outros vôos, consegui dormir no avião. E dormi quase a viagem inteira. A não a hora que passaram oferencendo comida. Eu acordei meio no pulo e a aeromoça perguntou se eu queria um lanche. Quero! claro! Depois que ela me passou o sanbuda, veio a cobrança: 5 dolares. Putz! Esqueci que tinha que pagar. Aí pra não dar carão, paguei e pronto. Nem tava com tanta fome assim, comi metade e guardei o resto.


O vôo teve muita turbulência, e na hora de pousar em Torono foi meio tenebroso, embora o céu estivesse limpo. Com isso uma moça se desesperou e ficou chorando, resmungando, até o avião estacionar. Foram 4 hora de voo. E eu tinha um intervalo de 1:15 h para o próximo voo.


No aeroporto, corri pra pegar minha mala, pois tinha que passar na alfandega americana, feita já no Canada. Mas... eu cheguei no terminal 1 e enquanto eu esperava na esteira, avisaram que quem ia pros EUA deveria pegar a mala no terminal 2. Vai eu correndo como um louco pelo aeroporto procurando o terminal 2. Descobri! Que tinha que pegar um onibus pra ir pro 2. Aí espera o onibus, anda 5 minutos de onibus, nesse rolo todo faltavam 40 minutos pro meu embarque. Cheguei no terminal 2, peguei minha mala e fui meio na sorte parar na alfandega americana. Muito mal sinalizado.


Por incrível que pareça havia 3 filas: pra americano, pra canadense e o resto. Eu, como parte orgulhosa do resto, entrei na fila (que era a menor por sinal). Mas... esqueci de preencher um formulário. Voltei pra trás, preenchi e fui pra fila de novo. O cara que me atendeu, meio velho, tava todo devagar. Olhou os documentos e aí começou a tentar verificar no computador. Putz, foram uns 10 minutos assim. E ele xingava o computador, batia na mesa, perguntava se eu ja tive problema com visto, etc. Até que finalmente ele foi no guichê do lado e perguntou como fazia pra acessar os vistos do tipo H1B (o meu). Aí pronto, resolvido. Saí correndo faltando umas meia hora pra decolagem.


No caminho tinha outra divisão: quem ia pros EUA e quem ia pra Washington DC. No meu caso, claro, foi mais complicado. Me mandaram abrir a mala grande e até que eu não mostrasse que não tinha nada d+, não me liberaram. Ok, segui em frente. Aí tive que passar o laptop e mochila no raio-x. E eu também. Quando faltavam 15 minutos e achei que estava salvo, vi que não era bem assim.


Isto é, o portão de embarque do meu võo era o U. Detalhe que vai de A a U. Era o último. E se fosse perto, tudo bem, mas era no fim do mundo. Corri uma maratona dentro daquele aeroporto e não chegava nunca. Quando achei que tava perto, tinha uma placa: portão U, a 5 minutos. Putz, era tão longe que marcavam a distancia em minutos! Corri, corri e finalmente cheguei. Aham! Eis que lá tinha mais um grupo de seguranças e vai revistar tudo de novo. Abre mochila, laptop, caixinha do oculos, tudo! E depois ainda me revistaram com o detector de metal. Apitou na minha calça: tive que mostar que era o botão da calça. Apitou de novo atrás: tive que abrir a carteira e mostrar as moedas. Aleluia! Cheguei! E exatamente naquele momento estavam chamando pra embarcar. Em cima da hora.


Depois que estava dentro do avião foi uma maravilha né. Eram um EMB 175, da embraer, e o bixinho é um show. Todo moderno, design inovador, confortável. E ainda por cima cada assento tem seu monitorzinho wide screen interativo. Isso mesmo, vc vai tocando na tela e selecionando o quer assistir ou ouvir. Muito bacana.


Eu tava morrendo de fome, mas lembram do lanche sem-querer do voo anterior? Pois é, foi a salvação, mandei ver. E nem deu tempo direito de subir e já estavamos descendo. Rapidíssimo. 1 h de voo de Toronto a Washington. E no pouso eu senti falta de uma camera. Putz, que vista linda de Washington, do monumento, do Capitólio. Daria fotos esplêndidas. Mas ao menos as imagens estão bem guardadadas na minha memória. Pousamos e tivemos que esperar uns 15 minutos dentro do avião, pois não havia vaga pra ele estacionar.


Depois foi tranquilo, peguei minha mala, peguei o metro e cheguei rapidinho em casa. Cansado mas muito satisfeito com a viagem, a conferencia, o encontro com os amigos e tudo de bom que rolou no Canadá.

terça-feira, julho 25, 2006

Domingo, último passeio em Vancouver, um show!

No domingo, dormimos bastante pra recuperar do cansaço do dia anterior. Antes do almoço o Guilherme foi atrás de umas coisas pra comprar, souvernir e tal. Eu nem comprei nada de lembrança já que não ia voltar pro Brasil mesmo. Depois almoçamos no restaurante persa de novo e vimos mais alguns daqueles casais pela rua. Tava um calor danado.

O hotel estava um caos. Muita gente indo embora e outras chegando. Mesmo assim fomos lá acertar a conta pois eu ia sair na madrugada da segunda. Logo depois, por volta das 4 da tarde, fomos eu e o Guilherme pra conhecer as praias de Vancouver, bem perto do hotel. É, lá tem praia sim, embora seja mais famoso o frio rigoroso do inverno.

Chegando na praia, foi meio decepcionante. Praia de canadense é um negócio estranho. Não tem onda direito, a água é meio suja de algas e tem mais barco e lancha do que gente. Na areia, que mais parece uma serragem, tem troncos de árvore, toras mesmo, espalhadas por todo lado. Daí as pessoas ficam lá encostadas nas toras e tal. Vai ver que no inverno as toras viram casa de castor, sei lá. Do lado de cima da faixa de areia, existe um gramado bonito, com sombras e tal. Tem mais gente na grama que na areia.





Da praia que estavamos, dava pra ver o Stanley Park. Um parque famoso e muito grande que não tinhamos visitado ainda. Como a praia não deu muita graça, resolvemos ir conhecer o parque. E foi a melhor decisão. No caminho para o parque, fomos beirando o mar. E eis que surgiram outras praias, no mesmo estilo, mas lotadas de gente. Aí sim começou ficar mais com cara de praia. E tinha muito brasileiro por lá também. Continuamos caminhando pela pista que fica ao redor de todo o parque. Essa pista, por sinal, é dividida em uma lado pra pedestres e outro pra bicicleta e patins.

Piscina gigante.

E a cada tanto que andavamos, o passeio ia ficando mais bonito. Descobrimos uma piscina gigante na beira do mar (para 3000 pessoas) e vimos umas paisagens lindas. É claro, tiramos fotos e mais fotos. E o parque estava lotado, cheio de gente caminhando, de bike, etc. Esse parque é legal por que tem praia, parque, mato, piscina tudo junto. Tem pra todos os gostos. E é gigante, só de andar por fora dele já quase morremos embaixo daquele sol.

Visão do penhasco do parque, mar e o continente ao fundo.

Mas ainda tinha coisa bacanas por vir. A gente sabia que tinha uma ponte famosa do parque pro outro lado do continente. Mas enquanto andavamos, só viamos uma ponte mixuruca, pequena, lá na frente, bemmmm longe. Aí estavamos achando ruim, pois a pontinha era bem meia boca e muiiiiito longe. Quer dizer... iamos ter que andar um monte pra ver aquela porcaria de ponte? Mas eis que depois de umas curvas da pista, surgiu na nossa frente uma ponte gigante, suspensa, alta (infelizmente pintada de verde). Po, legal. Essa ponte sim valia a pena e ainda por cima era bem mais perto hehe. Acontece que a pontinha que viamos antes, era do outro lado do continente e a pontona estava escondida atrás das penhascos do parque.

A ponte suspensa.

Continuamos caminhando, já meio cansados, e quando estavamos proximos da ponte mais uma surpresa: do nada, surge um navio gigantesco, espetacular passando embaixo da ponte e ali pertinho da gente. Era um daqueles navios de cruzeiro, cheio de gente e com som e festa rolando. Poxa, na hora corremos e tiramos fotos. E ele foi embora pra alto mar. Daí um pouco, surpresa! Outro navio daqueles. E assim aconteceu com mais 2 navios. Um mais sensacional do que o outro. Eu contei pelo menos uns 15 andares em um dos navios. Um show. Demos sorte mais uma vez com o horário: coincidiu de pegarmos a saída dos navios de cruzeiro e bem embaixo da ponte suspensa. Mas deu uma vontade de fazer um cruzeiro hehehe. Um dia eu vou!!!!

O navio passando embaixo da ponte.


Tiramos mais uma fotos da ponte mas acabou a bateria da camera do Guilherme. Aí continuamos caminhando pelo lado oposto do parque, onde fazia sombra. Vimos vários hidro-aviões pousando e decolando no canal do porto. Lá eles usam muito esse tipo de avião. Aí quando eram umas 7 da noite (tava bem claro ainda) resolvemos cortar por dentro do parque pra voltar pro hotel. Já estavamos com as pernas doendo e acabamos não dando o resto da volta no parque. Ainda tivemos que andar mais uns 40 minutos até o hotel. No total acho que andamos uns 10 Km. Das 4 as 8 da noite. Mas valeu a pena mesmo. Foi muito bonito. E pensar que só iamos na praia..... Depois de conhecer o parque, a cidade subiu exponencialmente no meu conceito. Entrou até na lista de cidades que eu moraria hehe.

À noite fomos no quarto do Fernando e da Cynthia nos despedir. Batemos um papo e o Fernando até me agradeceu por que o São Paulo ganhou da Ponte Preta hehe. Depois fomos jantar e finalmente arrumar as malas pra viagem de volta. Foi mais um dia inesquecível em Vancouver.

Fim de semana no Canada - parte 1

Coquetel de encerramento do WCCI'06, do lado de fora do hotel.


A viagem está acabando. Mas as histórias não, já que esses últimos dias tem sido bem movimentados aqui. A começar pela sexta à noite, quando houve o coquetel de encerramento da conferência. Acontece que muita gente já tinha ido embora, deixando conosco seus tickets de bebidas. A comida tava meio pouca e meio apimentada demais, mas a bebida tava bacana. Tomamos umas cervejas e ainda distribuímos pros colegas brasileiros os tickets sobrando. Depois, pra arrematar, como ainda estavamos com fome, fomos ao McDonalds. Finalmente fomos pro hotel dormir pois iamos acordar muito cedo no sábado para fazer um passeio.

Despedida do pessoal na confraternização final (Eu, Eduardo, Ricardo e Fernando).


Sábado já estavamos de pé as 6 da madruga. 6:30h pegamos um onibus no hotel que nos levaria até o porto onde funcionam os ferry boats que atravessam para a ilha de Victoria. Fomos eu, Guilherme, Fernando e Cynthia. É claro que esse onibus ainda passou em vários hotéis pra pegar gente e, sendo todo mundo turista já sabe né, encheu de japones. Sei que até chegar no tal porto demorou um pouco. Lá tinha um monte de gente esperando pra entrar a pé no barco, e filas imensas de carro pra entrar também. O onibus, no entanto, passou por todo mundo e ficou esperando bem na entrada. Daí um pouco encostou a balsa. Mas não pensem em nada pequeno, por que o barco era gigante, o maior que eu já andei, quer dizer, naveguei.

O bixo era tão grande que tinha uns 10 andares, com elevador e tudo. Desses, uns 4 eram só pra carros, onibus e caminhoes. Tinha carretas lá dentro, carros com barcos, carros com carretinha de cavalo (e cavalos dentro!). Nosso onibus foi o primeirão a entrar e parou bem na ponta do barco. Aí todo mundo desceu e subiu pros andares de cima onde, vocês não acreditam, mas tem algo parecido com um shopping. Tem restaurante, lanchonete, várias salas com poltronas de espera, lojas, etc. Tudo isso distribuído por uns 4 andares. Do lado de fora, dá pra andar em volta do navio, subir no alto e ir na proa. Realmente eu nunca tinha visto nada igual antes. Aí é claro, tiramos fotos até não querer mais.

1o piso do navio, só para onibus e carros grandes.

Aí fomos pra lanchonete pra tomar um café da manhã. A gente lá comendo e o barcão balançando um monte. Muito estranho isso. Dava pra ver pelas janelas o balanço do barco. E a vista era muito bonita também. A travessia demorou em torno de 1:30 h. Ao chegar no outro lado, descemos para o onibus e deu pra ver direitinho o navio encostar na estrada de saída. Logo saímos e seguimos para a cidade que fica do outro lado da ilha. Eu tava com um sono danado e acabei dormindo no onibus.

Visão geral de uma das partes do jardim.

A cidade de Victoria é pequena, mas é a capital do estado. Chegando na rodoviária, pegamos outro onibus para um dos jardins mais famosos do mundo, o Butchart Garden. Mais uma meia hora de onibus, dormindo hehe. Ao chegar e descer do onibus, já percebemos: estava um calor infernal, coisa rara no Canada. Pagamos 23 dolares pra entrar no jardim (caro!). E aí visitamos tudo por lá. Realmente é muito bonito e muito bem cuidado. Tem flor e jardim de tudo quanto é jeito. Haja jardineiro! Tiramos muitas fotos, pra variar. Depois de visitar o jardim, queríamos almoçar pois já eram umas 3 da tarde.


Eu, no Butchart Garden, com a dança das águas no fundo.

Fim de semana no Canada - parte 2

Renato no jardim.

Mais uma foto do jardim.



Voltamos pra cidade e almoçamos num restaurante italiano chamado “Old Spaghetti Factory”. Além da comida não ser muito cara, ainda ganhamos sorvete de sobremesa. E é logico, deu aquela preguiça depois. Mas fomos visitar uns lugares, pois o tempo era curto. Vimos uma casa de alguém que foi importante, conservada como original, vimos o parlamento e a marina. Depois entramos no hotel mais antigo e observamos a arquitetura e a decoração do começo do século passado. Coisa fina. Ah, lá tinha também um piano tocando sozinho.

Tentativa de tocar o sino do navio na volta pra Vancouver.

Depois, acabamos indo ao shopping ver umas lojas e tal. Já era a tardinha e pra não chegar muito a noite em Vancouver, resolvemos ir embora. Pegamos o onibus na rodo e fomos pro navio de novo. Dessa vez tava mais vazio, mas a vista estava maravilhosa. Pegamos o melhor horário: o por do sol. Eu e o Guilherme ficamos a viagem inteira do lado de fora, só tirando fotos e observando aquela paisagem deslumbrante. Coisa linda o sol se pondo atrás das montanhas, fazendo reflexo no mar. Eis que no meio do caminho tinham uns barquinhos atravessando. O comandante do naviou deu uma buzinada, meu amigo, coisa absurda. Ecoou pela baía inteira, um barulho ensurdecedor. E saia da frente, por que o gigante passa por cima se bobear. Mas foi muito legal. Depois dessa “navegada”, aumentou ainda mais minha vontade de um dia fazer um cruzeiro de navio. Deve ser muito bom.

Dá pra ter ideia do tamanho do navio?


Olha o visual que tivemos durante 1:30 h até Vancouver, espetacular!


Chegamos no porto já a noitinha e continuamos de onibus até o centro da cidade. De lá voltamos a pé para o nosso hotel. A rua estava borbulhando de gente. O sábado a noite estava uma loucura de movimentado. Pra fechar o dia, fomos jantar uma pizza. Detalhe que a rua da pizzaria, embora seja bem normal, é meio que um reduto dos gays. E na calçada vimos vários, vários mesmo, homens de mãos dadas. Eram casais mesmo. Tudo liberal. A ponto de dois musculosões, sem camisa, ficarem passeando de mãozinha, digo, mãozona, dada. Sem comentários..... A Cynthia é que agarrou o Fernando pra que nenhum deles mexesse com ele heheheh.

Finalmente, mortos, cansados, quebrados, com sono, etc., voltamos para o hotel. Que dia!