domingo, novembro 16, 2008

Encontro dos Poderosos

Ontem houve o encontro do G20 aqui em DC. Os 20 mais poderosos chefes de estado vieram discutir os problemas da economia. Eu e a Fer, pra não ficar de fora, fomos lá observar. Quer dizer, não foi bem lá por que a polícia fechou toda a área onde foi o encontro. A segurança tava reforçada, mas mesmo assim a turma de curiosos e protestantes se reuniu nas ruas ao redor. Embora eu tenha visto na TV vários tipos de protestos, ao vivo eu só vi mesmo uma turma defendendo a causa do Tibet contra a China. Tinham bastante chineses também com as bandeiras, mas tavam na deles. O negócio ficou interessante mesmo quando os todo poderosos começaram a ir embora. Estavamos no lugar certo e na hora certa. Com meu celular consegui filmar (do jeito que deu) a saída das comitivas dos presidentes. Editei tudo em um vídeo só, que pode ser visto a seguir. 

Detalhes interessantes:
  • O Lula almoçou rapidão por que foi um dos primeiros a cair fora. 
  • Todos os carros dos chefes de estado eram limusines iguaizinhas, a prova de balas. A diferença era a bandeirinha que eles carregavam.
  • Quanto maior a importância do sujeito, maior o tamanho da comitiva. Em todos os casos começava e terminava com um carro da polícia de DC, tinham várias SUVs do serviço secreto e a limousine no meio
  • A carreata da Argentina era a mais mixuruca, acho que ninguém nem liga hehe;
  • Alguns não passaram pela gente, como Alemanha e China. O primeiro-ministro chines não passou pra evitar qualquer risco diante das centenas de pessoas protestando a favor do Tibet.
  • O Bush foi o último a sair e foi quando a polícia ficou mais agitada. Por incrível que pareça, caiu o maior toró bem na hora e a turma toda dispersou. Logo que ele passou, acabou. Sei não se não é algum tipo de ação do serviço secreto.
  • Meu celular morreu também bem na hora que ele passou, por isso não deu pra gravar (será o serviço secreto? hehe)
  • A comitiva do Bush era de longe a maior, o dobro ou mais do que as outras. Acho que tinha uns 15, 20 carros, caminhões, furgões. Ah e tinham 2 limousines identicas pra ninguém saber em qual estava o espertão.


quarta-feira, setembro 24, 2008

Housewarming

Aqui nos EUA, tem-se o costume de fazer uma festinha de inauguração da casa nova. O housewarming, ou "aquecimento da casa", é feito em geral quando se compra uma casa (foi o que eu li na Wikipedia). Mas no nosso caso, só a mudança pra um novo Apto. já é uma boa justificativa. Chamamos os amigos, aproveitando a visita do George, e fizemos o housewarming.
Os anfitriões na foto. Prontos pra receber o pessoal.
Teve cerveja sim, mas o que não podia faltar numa casa brasileira era a caipirinha, é claro. Preparada por um legítimo baiano, a moçada curtiu a valer. O único problema foi fazê-los pronunciar a palavra: saiu de tudo, mas o que eu mais ouvi foi caipiranha (seria uma piranha caipira?). Ah, na foto, da esq. pra direita: George da Bahia, Alexei (sentado) da Rússia, Uri de Israel, John dos EUA, Francisco da Nicarágua, eu, e Sergey da Rússia.
Outra maravilha brasileira, o pão de queijo. Bom de mais, não sobrou nenhum pra contar história. Até tentamos ensiná-los a pronunciar o nome, mas depois da caipirinha (literalmente), ficou difícil hehe.
Depois de comer, começou a jogatina. Era um jogo de cartas chamado Apples & Apples que eu não vou nem tentar explicar. Sei que os piores tinha que beber. Como eu ganhei eu não bebi muito :)

Pra finalizar, fomos pra sala de jogos e dá-lhe pebolim e sinuca.

Foi bacana. Ainda não postei as fotos do novo lugar porque ainda estamos preenchendo os espaços vazios. Não sei se vcs repararam nas fotos, mas a mesa era pequenininha e o colchão de ar ta servindo de sofá. Logo que estiver tudo bonitinho vou colocar as fotos. Pode cobrar.

Baiano em DC!

George, ou Gregs, é o baiano mais arretado do Novo México. Meu amigo dos tempos de LBiC na Unicamp faz mais de 2 anos que veio pros EUA pra fazer doutorado. Mas o Novo México é bemmm longe de DC e até então nada de nos reencontramos. Pois não é que surgiu uma conferência praticamente do lado de casa aqui e ele veio conhecer DC. Ficou aqui em casa e deu pra matar um pouco a saudade dos velhos e ótimos tempos de laboratório. Se não dá pra vir todos os amigos juntos, que venha um por vez. Depois do Hamilton o Gregs foi o segundo. Quem será o próximo?


Bom, as fotos abaixo são o melhor relatório da passagem bainística por DC. Houve as tradicionais visitas aos pontos turísticos oficiais de DC, teve "água dura e reggae" (bebedeira e festa em baianês) e até visita ao "Brazilian Market" pra comer um salgado brasileiro e tomar um caldo de cana. Nós na Casa Branca. Embora o George quisesse conhecer seu xará presidente, não foi dessa vez. Mas ele conheceu ao menos o Tio Sam (lá no fundo). Washington Monument. Que malas hein! Idéia de quem será?Mas ficou massa a foto.


O cara é baiano, mas tá ficando americanizado, precisa de ver. Olha só que patriota, oh a cara de respeito com as bandeiras no fundo.... hahaha.

Fer e Gregs no Monumento à 2a. Guerra Mundial. Olha a moita do rapaz com a bandeira plantada (lá ele).

Renato, Gregs e Abraham. Que moral hein!
Tomando uma cervejinha na cervejaria RockBottom. Cerveja não tão boa quanto a da Universitária mas.... trouxe boas lembranças das noitadas originais.
Integrando os amigos de todas as partes do planeta. Da Rússia a Israel, passando pelo Brasil e terminando na Bahia, é claro hehe.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Fatos de Agosto


Começamos com a panqueca a seguir. Eu e a Fer que fizemos.


O bolo a seguir é o meu preferido. É o bolo da minha Vó Zenaide. Pegamos a receita com ela e a Fer fez. Fico tão bom que só deu tempo de tirar a foto depois de ter comido mais da metade hehe.
A foto a seguir é da turma jogando boliche. Fomos jogar num sábado a noite e, no espírito da olímpiada, os brasileiros ficaram para trás hehe. Os outros amigos eram de Israel, Irã e Russia.
No fim de semana seguinte fizemos uma aventura culinária: jantar no restaurante Etíope (onde todos comem junto, no mesmo pratão e com as mãos!!!).
Tá aí o pratão. Usa-se um pão que parece uma panqueca de borracha pra embrulhar e pegar as comidas no pratão. Comidas bem apimentadas aliás. É bem diferente e divertido.
Pra fechar aquela noite, fomos num bar que se chama Madam's Organ (que fica na famosa rua Adams Morgan). Pra quem não entendeu, a tradução do nome do bar seria o Órgão da Madame. Vejam na foto o pessoal que trabalha comigo todo alegre.
Pra finalizar o mês, visitamos o zoológico e demos sorte (ou azar?) de testemunhar umas cenas no mínimo incomuns dos animaizinhos. Primeiro o elefante tirando água do joelho e brincando de bola.

E o hipopótamo seu vizinho também tava jogando um polo-aquático. Todos no espírito das olimpíadas :)

terça-feira, agosto 05, 2008

Great Falls Park

Sábado passado fomos conhecer o Parque das Grandes Quedas, que é bastante famoso na região por ter como maior atração as "maiores cataratas da região leste dos EUA, depois de Niagara Falls". Dá até a impressão que realmente são grandes quedas d'água, não é mesmo? Pois é, vejam vcs mesmos nas fotos a seguir.

Era sábado a tarde e meu amigo israelense Uri estava com o carro alugado pelo último fim de semana. Daí resolveu fazer algo diferente e nós topamos a idéia de ir até o parque. Pegamos outro amigo Russo, o Alexei, e com a ajuda do mapa partimos. O israelense dirigindo e o russo "navegando" sem nunca terem ido pra aqueles lados. Advinha no que ia dar? Bom, a verdade é que o parque fica a uma meia hora de DC. Nós levamos 1 h. É fato que as highways aqui são bem movimentadas e cheias de entradas e saídas. Isso colaborou pra gente se perder algumas vezes, pegar rodovia com pedágio e até estrada de fazenda. Imagine a cena: um russo gritando pra virar pra um lado, os brasileiros pro outro e o israelense assustado no volante sem saber o que fazer. A coisa ficou russa hehe. Com um pouco mais de familiaridade com o mapa, eu consegui ajudar a achar o rumo e chegar no parque.
Não tinha muita gente, embora tinha muitos carros estacionados. Até por que o parque tem trilhas longas de vários quilometros e o pessoal se manda mesmo. Os que não vão caminhar ficam fazendo churrasco nas mesinhas de pic-nic. Nós fomos direto ver as tais quedas. Realmente elas são bacaninhas, mas pra quem está acostumado com as cataratas do Iguaçu, vixi, que mixaria hehe. Mas ta ótimo, pra gente que vive em DC, onde tem muito museu e prédio histórico, aquele é uma ótima atração natural.


O rio ali é chamado Potomac e é (ou foi) bem importante pra capital americana. Além de demarcar a divisa entre os estados de Maryland, Virginia e DC, ele foi muito usado há 2, 3 séculos atrás para transporte fluvial. Washington dependia muito dos barcos que vinham pelo rio para abastecer a cidade. E, curiosamente, as quedas d’água eram um baita de um empecilho pra eles. Os barcos não tinham como passar por elas e o pessoal tinha que parar um pouco antes, transportar por terra a carga até outros barcos que esperavam do outro lado das quedas. Se pros barcos de antigamente elas eram um problema, pros de hoje elas são o máximo. O pessoal dos caiaques e outros esportes de corredeira aproveitam das fortes correntezas naquela área.


Nós caminhamos um bom trecho pra cima das quedas e descobrimos lá uma barreira que faz aquela parte do rio mais parecer um lago. Disseram pra gente que o pessoal costumava cruzar a pé aquela barreira, indo do estado da Virgínia pra Maryland rapidinho. Se é verdade, não sei. Não caminhamos mais por que estava meio chovendo e, considerando o tempo de volta mais o tempo de ficar perdido, ia ficar tarde.


Na volta resolvemos americanizar um pouco o passeio e fomos para o shopping tomar um sorvete (sem errar o caminho!!!). Mas o shopping tava tão cheio, tão cheio (ahhh, descobrimos onde vão os americanos de sábado à tarde!!) que tivemos que subir até o último andar do prédio de estacionamento (7 andares lotados de carros) pra conseguir uma vaguinha. Ao menos lá de cima a vista era bacana J.


Voltando embora, ao deixar o Alexei na casa dele, a colega de república dele estava com umas amigas batendo papo e nos convidou pra ficar por lá. Depois do passeio natureba no parque, a experiência americana no shopping, fechamos a noite com um bate-papo super internacional: 3 brasileiros, 1 russo, 1 israelense, 1 moça da República Tcheca e outra das Filipinas. Foi praticamente um encontro olímpico com vitória brasileira hehe.