sexta-feira, julho 06, 2007

A história do Gênio e a Lâmpada

Se alguém pensou que eu ia contar uma piada ou uma parábola ou qualquer coisa do gênero, não é isso não. É uma história real mesmo. O gênio, no caso, sou eu (leiam e verão o porquê). A lâmpada, por sua vez, bem, é a lâmpada fluorescente da minha cozinha que queimou.
Isso mesmo. Há umas 3 semanas atrás a lâmpada queimou. Quer dizer, não é que queimou. Acontece que ela fica naquele acende não acende, pisca pisca e não vira nada. É aquela coisa de vc ligar o interruptor e ficar esperando ver se vira ou não. Só que o treco fica daquele jeito pra sempre e vc lá tentando cozinhar ou lavar uma louça naquele breu. Não sei se vcs já passaram por essa experiência, mas é pior que boate. Vc quase fica cego com aquele pisca pisca e vc vai ficando puto com aquilo, que raiva. É melhor ficar no escuro.

Entretanto, veja bem que é a única lampada de teto que tem no meu apto (coisa de americano). E estragou justamente no único lugar que eu preciso de luz: a cozinha. Logo no outro dia eu procurei em uns 3 mercados e, é incrível, mas eles não vendem aquelas lâmpadas lá. Só loja de coisas elétricas ou hardware como eles têm aqui (nenhuma por perto, lógico).

No dia seguinte eu até tentei cozinhar no escuro. Imagine, eu já sou uma lástima na cozinha, no escuro então.... hehe. Mas vá la, um ovinho frito feito à luz da geladeira pareceu que ia funcionar. E até funcionou, mas só até quando eu precisei por sal no ovo. Putz, como que vc sabe quanto sal vc tá pondo. O jeito foi sair correndo com a panela na mão até a luminária da sala. Aí sim salguei o bixinho direitinho e deu certo.

Se funcionou levando a panela até a luminária, por que não trazer a luminária até a panela? Ahn! Idéia brilhante! Fiz isso, quer dizer, tentei. O problema é que é uma luminária alta, que fica no chão e a porcaria do fio é curto demais pra porcaria da única tomada que fica onde? No alto. Que sorte viu! Desiste de comer em casa mesmo.

Eis que um dia, pufff, a sem vergonha da lâmpada ligou. Ao mesmo tempo eu tive uma idéia de gênio: "vou deixar essa luz acesa pra sempre! assim não vou ter mais problema". E foi isso que eu fiz. Não apagava ela quando ia trabalhar e nem à noite quando ia dormir. Eu não gosto de dormir com claridade, mas dessa vez era por um bom motivo: durmo no claro mas pelo menos não como no escuro hehe.

E assim foi. O tempo passou e, +/- uma semana depois, numa bela noite eu deitei e não conseguia dormir. Me encheu o saco aquela luz. Acabou minha paciência. Fui lá e apaguei. Nossa, como foi bom dormir naquela noite hehe. Dormi bem como não dormia fazia tempo.

No dia seguinte, finalmente descobri onde tinha uma loja de hardware e fui a pé mesmo buscar uma lampada nova. Custou menos de 2 dolares. Cheguei com a lampada nova, mas antes de trocar, dei uma ligadinha de leve no interruptor. Puff, ligou na hora. Pensei, ué. Apaguei, liguei, acendeu na hora! Tec tec tec tec tec..... Liguei e desliguei aquele interruptor uns 10 minutos sem parar. E a lampada funcionou como se fosse nova, desgraçada. Agora! Parece brincadeira né, mas não é não. A safada tá acendendo que é uma beleza.

Resultado, enconstei no canto a lampada nova e vou esperar a velha morrer de vez. Aí eu troco. Do jeito que a coisa vai, isso não vai acontecer nunca. Mas.... se e quando ela queimar de vez, eu volto aqui pra contar.
Grande abraço!

sexta-feira, junho 15, 2007

Fotos saborosas...

Olá!

Não vou escrever muito, vou apenas deixá-los com água na boca hehe. Por esses dias ganhei uma cozinheira que tá saindo melhor que a encomenda.

Pra quem está acostumado a só comer a "maravilhosa" comida americana, tenho passado muito bem obrigado. Desde o simples arroz e feijão do dia-a-dia até um caprichado rondeli, hmmmmm.

Olhem as fotos a seguir. São apenas algumas das guloseimas dessas últimas semanas.

Vou começar pelo aperitivo. Batatinha frita (caseira) com cerveja.
Depois, que tal um delicioso arroz com feijão bem brasileiro, acompanhado de omelete e banana frita. A banana deu um trabalhinho, mas valeu a pena, ficou muito boa.


Um outro prato, para dias especiais: rondeli de presunto e queijo. Maravilhoso!
Pra terminar, a sobremesa é claro. Havia muito tempo que eu não comia pudim. Enchi o saco da minha cozinheira pra ela me ajudar a fazer no dia do meu aniversário. Peguei a receita com a minha vó e também com minha mãe. Preparamos tudo e botamos pra cozinhar. Ok, a panela era toda improvisada, mas não precisava ter demorado tanto né. Levou umas 3 horas cozinhando em banho maria hehe.
Não ficou lindão não, mas deu certo e ainda por cima ficou uma delícia hmmmmmmmmm.


Viu vó, não falei que o pudim ia sair? hehehe Ficou bommmmm d+.

Bom, agora eu vou indo por que fiquei com fome. Vou assaltar a geladeira, tchauuuu

quarta-feira, maio 23, 2007

A distância moderna

Há algum tempo eu ja venho pensando em escrever este post. Há bem mais tempo ainda eu tenho experimentado um pouco daquilo que vou falar. Vou comecar exatamente usando o que estou fazendo agora como exemplo. Por falta de tempo (e preguiça), deixei pra escrever este texto no onibus, pois descobri que eh uma boa coisa pra fazer nos 20 min ou mais que eu gasto no busao indo ou voltando do trabalho. E como eu faço isso? Tecnologia! Mas nao eh exatamente esse o meu ponto. A questao eh que estou aqui falando do meu celular, do busão, de DC, dos EUA com cada um que le esse texto como se estivessemos juntos. The bottom line, como se diz em Ingles, eh: a tecnologia esta fazendo as distancias acabarem.

Quando mudei pros EUA, tinha uma grande preocupação em como eu faria pra me manter proximo das pessoas q eu gosto, das coisas do Brasil, do meu Sao Paulo, etc. Mas uma coisa que me fazia sentir mais tranquilo era pensar que eu ia ter Internet sempre. E com o tempo passando, eu percebi que realmente eu pude manter contato direto, diário com minha família, amigos, notícias, etc. Pra se ter uma idéia, acreditem, desde que eu cheguei aqui eu NUNCA fiz uma ligação telefonica para o Brasil. Falta de consideração? Não, culpa do Skype mesmo. Ou seja, do computador posso ligar e falar com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Tem MSN também, tem Orkut, tem muita coisa. E não é apenas conversar via voz; com uma webcam e um microfone bom, as pessoas podem me ver e eu vê-las também. E é algo que não está restrito a poucos minutos, acontece o tempo todo, a qualquer hora. Quantas vezes não fiquei fazendo mil e uma coisas longe do computador enquanto batia papo com alguém. Aliás, bater-papo é um termo que não exprime direito essa nova realidade. O termo correto talvez seria tele-presença. Mas não importa, o fato é que com tamanha frequência e proximidade que essas tecnologias permitem se comunicar com outras pessoas, me arrisco até dizer que só falta mesmo a presença física da pessoa no mesmo lugar pra não existir distancia alguma.

Eu lembro até de comentar isso com Tiago, quando estavamos tristes porque cada um tava indo pra um canto diferente (e longe). Nós, dessa geração, somos extremamente privilegiados pela tecnologia existente. Pegando um avião por algumas horas, vc está em qualquer lugar do mundo. Com a Internet, celular, etc. a gente pode conviver de uma forma muito próxima, íntima, com nossa família e amigos, já que todos estão 24 h online, interligados. Podemos nos falar a hora que quisermos, com quem precisarmos, pelo tempo necessário. Podemos ver uns aos outros, desabafar, pedir conselho, comemorar um gol, contar piada, cozinhar com a ajuda da mamãe a cada passo da receita (fiz isso ontem!) e até se mostrar ao vivo brincando no meio da neve caindo. É mole??!!

Imagine no tempo que só se viajava de navio e levava meses. Notícias só pelo rádio e com hora marcada. Imagine quando nem telefone existia. Não, eu não consigo imaginar....

É... realmente é uma revolução sem precedentes. E é apenas o começo hein! A distância virtual é quase nula e diminui a cada dia. Tudo tão próximo... tudo tão mais fácil. É... fico pensando que tive sorte de ir pra “longe” justamente quando longe se resume a alguns milésimos de segundos que a informação leva pra chegar ao destino através de um cabo de fibra ótica. Não tenho dúvida que essa minha mudança foi infinitamente mais fácil e suportável com tantas modernidades. É... a distância não existe... estamos tão próximos............................ e ao mesmo tempo tão distantes!!!! Sabe.... mesmo com tudo isso, ainda me sinto sozinho.... ainda sinto falta do abraço do meu pai.... do cafuné da minha mãe.... do colinho da minha vó.... do beijo da minha namorada.... das bagunças com meus irmãos.... da atenção da minha sogra.... da companhia dos meus amigos.......

Nossa.... como a distância é enorme!!!!

Poxa..... como é triste estar longe..........

quinta-feira, maio 10, 2007

Completando 1 ano de Estados Unidos

Olá meus amigos. Estou mais uma vez postando no blog. Entretanto, se alguém não percebeu, este não é apenas mais um post qualquer; é um post especial. Especial pois, acreditem, exatamente hoje completa 1 ano que eu vim pra terra do Tio Sam. Ah, coincidentemente, este post é o de número 100. Curioso não?! Juro que eu não tinha planejado isso hehe.

É incrível como esse 1 ano passou rápido. Foi rápido, mas não foi moleza. Vocês sabem quantas dificuldades eu passei. Ansiedade com as novidades. Teve o seguro social que levou meses pra sair. Teve uma complicação enorme pra eu arrumar um lugar pra morar. Eu fiquei um tempão sem ser pago. O trabalho foi bem puxado e difícil. Incertezas ao longo do caminho. Novo visto e documentos pra tirar. Sem contar a adaptação à vida completamente diferente aqui e etc. etc. etc. Tantas outras coisas que vcs nem imaginam e que eu nem lembro mais também hehe.

Mas deixa pra lá as más lembranças. Apesar que, não podemos esquecer que os percalço sempre servem como aprendizado. De qualquer forma, o importante é o agora, e o futuro é claro. E nesse momento, eu posso revelar algumas novidades prometidas, que agora são certezas. Novidades, aliás, que me deixam feliz por saber que todo o sacrifício valeu a pena e que coisas boas estão por vir.

Bom, como todo mundo sabe, eu cheguei aqui como um mero aluno de doutorado fazendo um estágio temporário de pesquisa. Do nada, a Microsoft caiu do céu. Comprou nosso grupo e eu fui agraciado por ser contratado. Mesmo assim, o caráter temporário do meu contrato foi mantido. Foi então que, 1 mes atrás, recebi uma proposta pra ser contratado definitivamente. Eu nunca tinha sonhado com isso, e incrivelmente estava acontecendo. Só que apenas a oferta não era suficiente, eu dependia de um novo visto pra poder ser efetivado. O tal visto é o mais difícil de ser conseguido e tinhamos apenas 1 semana pra pedir. Conseguimos, em tempo. Mas, por ano, o governo permite apenas 65 mil desse visto. Um absurdo de 150 mil pessoas pediram já no 1º dia. O método de seleção: sorteio (aleatório mesmo). As chances não eram muito favoráveis, e caso eu não fosse sorteado, podia arrumar minhas malas e voltar embora pro Brasil. E não é que, mais uma vez, eu ganhei na loteria: fui sorteado. E posso, depois disso tudo, afirmar: sou oficialmente e definitivamente um pesquisador/desenvolvedor na área de robótica da Microsoft, a maior empresa de software do mundo. Eu realmente só tenho a agradecer!!!!

Tem uns detales importantes que pesaram nessa difícil decisão de ficar aqui. Primeiro, vou trabalhar fazendo exatamente o que eu gosto e sempre quis fazer, tendo um poderoso suporte profissional por parte da MS. Segundo, o acordo que acertamos me permite continuar com meu doutorado, indo para o Brasil com a frequencia necessária para que eu possa defender e obter meu título de doutor. E, finalmente, a Fer topou vir pra cá comigo, no tempo certo, é claro.

Não foi uma decisão fácil. Eu gosto muito do Brasil e gosto de muitas pessoas que estão no Brasil. Mas, essa era uma chance única e um momento da vida muito propício para esse tipo de desafio. É triste pensar em ficar longe de tantas coisa boas, pessoas, situações, etc. Espero que, mais uma vez, o sacrifício valha a pena. E há de valer!

Eu aprendi muito, muito mesmo nesse 1 ano que passou. Aprendi muitas coisas técnicas do trabalho, aprendi a conviver dentro de um ambiente de empresa, aprendi a me virar sozinho em um mundo onde eu sequer entendia o que outras pessoas falavam comigo, e por aí vai. Entretanto, sinceramente, de tudo que aconteceu, o que mais me marcou foi aprender o quanto as pessoas que fazem parte da minha vida são importantes pra mim. Minha família, minha namorada e sua família, e meus amigos todos. Se há um ano atrás eu os “deixei pra trás” com meu coração apertado, com medo de perder ou enfraquecer nossos “vínculos”, hoje eu posso dizer que aprendi que tudo aquilo que é verdadeiro, o amor, a amizade, nunca se abala: eles transcendem a distancia e o tempo. Eu aprendi que a saudade não serve pra causar tristeza, mas sim pra enaltecer e reforçar o quanto gostamos uns dos outros. Por tudo isso, eu posso dizer que valeu a pena. Não tenho dúvidas de que sou um cara abençoado por ter tantas pessoas especiais em minha vida.

Quero agradecer a todos pelo apoio nesse tempo todo, principalmente nos momentos mais difíceis. Sem vcs eu não sei se chegaria até aqui e, se chegasse, tudo sera muito mais difícil. Obrigado também pela audiência do blog hehe.

Devo estar indo para o Brasil em breve. Ainda não tenho certeza da data, mas quando souber eu aviso. Espero reencontrar todo mundo e matar a saudade.

Por enquanto, um apertado abraço virtual! Até a próxima.

quinta-feira, abril 19, 2007

Um show


Terça-feira eu fui ver um jogo da NBA no Verizon Center, o ginásio aqui de Washington. Eu e Francisco combinamos e compramos os ingressos pela internet com 4 dias de antecedência. No dia do jogo, 3 h antes, nada dos tickets serem entregues pelo correio. E olha que pagamos mais de 40 dolares cada um. Liguei lá e, por sorte, consegui que eles arranjassem pra eu pegar os tickets na hora. E deu certo.

Chegando lá, do lado de fora do ginásio parecia que tinha bastante gente, mas como eu ia descobrir depois, lá dentro é muito grande e por isso não encheu. A organização era impressionante. Na parte interna, antes das arquibancadas, é cheio de lojinhas e lanchonetes; parece um shopping. Logo ao entrar, todo mundo ganhava uma camisa do Washington Wizards pra uniformizar a torcida. E não era camiseta vagabunda não, era boa, mas muito grande. Assim como num shopping, pra vc ir de um nível de arquibancada para outro, é tudo com escada rolante e elevador. Existem 4 pisos. O nosso era o último.


Em cada seção da arquibancada (tipo um grupo de umas 300 cadeiras), tem uma pessoa cuidando na entrada. As cadeiras são bem confortáveis e a visão é boa de qualquer lugar. La dentro é lotado de painéis de publicidade eletrônicos. Em cima da quadra mesmo tem um bagulho gigante pendurado com 4 telões e tudo quanto é placar eletetrônico com dados do jogo. Tem até dois balões (tipo zepelin) guiados por controle remoto que ficam voando pelo ginásio.

E o jogo na verdade nem é tão importante. Tudo que acontece ao redor, nos intervalos e tal é a parte mais bacana. Logo que os jogadores entram, as luzes se apagam e até fogos de artifício estouram. Tem narrador, tem mascote, tem música o tempo todo. Tem as cheerleaders (aquele bando de moças quase peladas dançando), tem bandinha, tem narrador e tem até jogo hehe.


(Clique play para ver o vídeo)

O jogo foi meio morno. Só no final que ficou ponto a ponto mas o Wizards acabou perdendo. Durante o jogo, fica tocando umas musiquinhas q tem a ver com os lances, por exemplo, incentivando o ataque ou fazendo a torcida gritar: defesa, defesa! O que eu achei mais legal foram as brincadeiras que eles fazem nos intervalos. Eles fazem enquetes no telão pro povo responder. Eles mostram a camera da dança, colocando uma musica bem animada e mostrando no telão alguém da torcida dançando. Aí o povo se emploga: teve um molequinho que deu um show e todo mundo adorou. Outra legal foi a camera do beijo: eles focalizam algum casal e dai o casal é meio obrigado a se beijar. E funciona direito, todo mundo q aparece se beija. Mas foi engraçado que eles mostraram um cara e uma mulher que não rolou beijo. E o cara fazia sinal de que não rolava. Daí a camera ia pra outro casal mas... voltava nos dois e nada beijo. E ficou nisso um tempão: os dois tavam roxos já hehe. Foi muito engraçado. E a torcida se diverte.

(camera do beijo)

Também nos intervalos eles montaram cama elástica pros caras pularem e uma outra pequena pra uns doidos virem correndo, dar umas cambalhotas no ar e enterrar na cesta. Bem legal. Mas não esqueçam, era um jogo de basquete. E como todo jogo é uma competição, no final quase deu briga na torcida. Bem do nosso lado, tinha uns 3 caras torcendo acintosamente pro Orlando. Daí, no final virou um bate boca mas acabou em nada. Se fosse no Brasil hehe, nem te conto.

(Dançarinas do É o Tchan, ops..., digo, cheerleaders animando a galera)

Pra sair do ginásio, nada de bagunça, nada de confusão. Tudo controlado, cheio de gente cuidando, indicando os caminhos. Muito organizado mesmo. Valeu a pena conhecer. Mas.... não chega nem perto da emoção de um jogo de futebol, especialmente comparado com quando eu fui ver o São Paulo no Morumbi. A propósito, o SP perdeu aquele jogo também. Será que eu sou meio pé-frio? hehehe