quarta-feira, maio 23, 2007

A distância moderna

Há algum tempo eu ja venho pensando em escrever este post. Há bem mais tempo ainda eu tenho experimentado um pouco daquilo que vou falar. Vou comecar exatamente usando o que estou fazendo agora como exemplo. Por falta de tempo (e preguiça), deixei pra escrever este texto no onibus, pois descobri que eh uma boa coisa pra fazer nos 20 min ou mais que eu gasto no busao indo ou voltando do trabalho. E como eu faço isso? Tecnologia! Mas nao eh exatamente esse o meu ponto. A questao eh que estou aqui falando do meu celular, do busão, de DC, dos EUA com cada um que le esse texto como se estivessemos juntos. The bottom line, como se diz em Ingles, eh: a tecnologia esta fazendo as distancias acabarem.

Quando mudei pros EUA, tinha uma grande preocupação em como eu faria pra me manter proximo das pessoas q eu gosto, das coisas do Brasil, do meu Sao Paulo, etc. Mas uma coisa que me fazia sentir mais tranquilo era pensar que eu ia ter Internet sempre. E com o tempo passando, eu percebi que realmente eu pude manter contato direto, diário com minha família, amigos, notícias, etc. Pra se ter uma idéia, acreditem, desde que eu cheguei aqui eu NUNCA fiz uma ligação telefonica para o Brasil. Falta de consideração? Não, culpa do Skype mesmo. Ou seja, do computador posso ligar e falar com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Tem MSN também, tem Orkut, tem muita coisa. E não é apenas conversar via voz; com uma webcam e um microfone bom, as pessoas podem me ver e eu vê-las também. E é algo que não está restrito a poucos minutos, acontece o tempo todo, a qualquer hora. Quantas vezes não fiquei fazendo mil e uma coisas longe do computador enquanto batia papo com alguém. Aliás, bater-papo é um termo que não exprime direito essa nova realidade. O termo correto talvez seria tele-presença. Mas não importa, o fato é que com tamanha frequência e proximidade que essas tecnologias permitem se comunicar com outras pessoas, me arrisco até dizer que só falta mesmo a presença física da pessoa no mesmo lugar pra não existir distancia alguma.

Eu lembro até de comentar isso com Tiago, quando estavamos tristes porque cada um tava indo pra um canto diferente (e longe). Nós, dessa geração, somos extremamente privilegiados pela tecnologia existente. Pegando um avião por algumas horas, vc está em qualquer lugar do mundo. Com a Internet, celular, etc. a gente pode conviver de uma forma muito próxima, íntima, com nossa família e amigos, já que todos estão 24 h online, interligados. Podemos nos falar a hora que quisermos, com quem precisarmos, pelo tempo necessário. Podemos ver uns aos outros, desabafar, pedir conselho, comemorar um gol, contar piada, cozinhar com a ajuda da mamãe a cada passo da receita (fiz isso ontem!) e até se mostrar ao vivo brincando no meio da neve caindo. É mole??!!

Imagine no tempo que só se viajava de navio e levava meses. Notícias só pelo rádio e com hora marcada. Imagine quando nem telefone existia. Não, eu não consigo imaginar....

É... realmente é uma revolução sem precedentes. E é apenas o começo hein! A distância virtual é quase nula e diminui a cada dia. Tudo tão próximo... tudo tão mais fácil. É... fico pensando que tive sorte de ir pra “longe” justamente quando longe se resume a alguns milésimos de segundos que a informação leva pra chegar ao destino através de um cabo de fibra ótica. Não tenho dúvida que essa minha mudança foi infinitamente mais fácil e suportável com tantas modernidades. É... a distância não existe... estamos tão próximos............................ e ao mesmo tempo tão distantes!!!! Sabe.... mesmo com tudo isso, ainda me sinto sozinho.... ainda sinto falta do abraço do meu pai.... do cafuné da minha mãe.... do colinho da minha vó.... do beijo da minha namorada.... das bagunças com meus irmãos.... da atenção da minha sogra.... da companhia dos meus amigos.......

Nossa.... como a distância é enorme!!!!

Poxa..... como é triste estar longe..........

quinta-feira, maio 10, 2007

Completando 1 ano de Estados Unidos

Olá meus amigos. Estou mais uma vez postando no blog. Entretanto, se alguém não percebeu, este não é apenas mais um post qualquer; é um post especial. Especial pois, acreditem, exatamente hoje completa 1 ano que eu vim pra terra do Tio Sam. Ah, coincidentemente, este post é o de número 100. Curioso não?! Juro que eu não tinha planejado isso hehe.

É incrível como esse 1 ano passou rápido. Foi rápido, mas não foi moleza. Vocês sabem quantas dificuldades eu passei. Ansiedade com as novidades. Teve o seguro social que levou meses pra sair. Teve uma complicação enorme pra eu arrumar um lugar pra morar. Eu fiquei um tempão sem ser pago. O trabalho foi bem puxado e difícil. Incertezas ao longo do caminho. Novo visto e documentos pra tirar. Sem contar a adaptação à vida completamente diferente aqui e etc. etc. etc. Tantas outras coisas que vcs nem imaginam e que eu nem lembro mais também hehe.

Mas deixa pra lá as más lembranças. Apesar que, não podemos esquecer que os percalço sempre servem como aprendizado. De qualquer forma, o importante é o agora, e o futuro é claro. E nesse momento, eu posso revelar algumas novidades prometidas, que agora são certezas. Novidades, aliás, que me deixam feliz por saber que todo o sacrifício valeu a pena e que coisas boas estão por vir.

Bom, como todo mundo sabe, eu cheguei aqui como um mero aluno de doutorado fazendo um estágio temporário de pesquisa. Do nada, a Microsoft caiu do céu. Comprou nosso grupo e eu fui agraciado por ser contratado. Mesmo assim, o caráter temporário do meu contrato foi mantido. Foi então que, 1 mes atrás, recebi uma proposta pra ser contratado definitivamente. Eu nunca tinha sonhado com isso, e incrivelmente estava acontecendo. Só que apenas a oferta não era suficiente, eu dependia de um novo visto pra poder ser efetivado. O tal visto é o mais difícil de ser conseguido e tinhamos apenas 1 semana pra pedir. Conseguimos, em tempo. Mas, por ano, o governo permite apenas 65 mil desse visto. Um absurdo de 150 mil pessoas pediram já no 1º dia. O método de seleção: sorteio (aleatório mesmo). As chances não eram muito favoráveis, e caso eu não fosse sorteado, podia arrumar minhas malas e voltar embora pro Brasil. E não é que, mais uma vez, eu ganhei na loteria: fui sorteado. E posso, depois disso tudo, afirmar: sou oficialmente e definitivamente um pesquisador/desenvolvedor na área de robótica da Microsoft, a maior empresa de software do mundo. Eu realmente só tenho a agradecer!!!!

Tem uns detales importantes que pesaram nessa difícil decisão de ficar aqui. Primeiro, vou trabalhar fazendo exatamente o que eu gosto e sempre quis fazer, tendo um poderoso suporte profissional por parte da MS. Segundo, o acordo que acertamos me permite continuar com meu doutorado, indo para o Brasil com a frequencia necessária para que eu possa defender e obter meu título de doutor. E, finalmente, a Fer topou vir pra cá comigo, no tempo certo, é claro.

Não foi uma decisão fácil. Eu gosto muito do Brasil e gosto de muitas pessoas que estão no Brasil. Mas, essa era uma chance única e um momento da vida muito propício para esse tipo de desafio. É triste pensar em ficar longe de tantas coisa boas, pessoas, situações, etc. Espero que, mais uma vez, o sacrifício valha a pena. E há de valer!

Eu aprendi muito, muito mesmo nesse 1 ano que passou. Aprendi muitas coisas técnicas do trabalho, aprendi a conviver dentro de um ambiente de empresa, aprendi a me virar sozinho em um mundo onde eu sequer entendia o que outras pessoas falavam comigo, e por aí vai. Entretanto, sinceramente, de tudo que aconteceu, o que mais me marcou foi aprender o quanto as pessoas que fazem parte da minha vida são importantes pra mim. Minha família, minha namorada e sua família, e meus amigos todos. Se há um ano atrás eu os “deixei pra trás” com meu coração apertado, com medo de perder ou enfraquecer nossos “vínculos”, hoje eu posso dizer que aprendi que tudo aquilo que é verdadeiro, o amor, a amizade, nunca se abala: eles transcendem a distancia e o tempo. Eu aprendi que a saudade não serve pra causar tristeza, mas sim pra enaltecer e reforçar o quanto gostamos uns dos outros. Por tudo isso, eu posso dizer que valeu a pena. Não tenho dúvidas de que sou um cara abençoado por ter tantas pessoas especiais em minha vida.

Quero agradecer a todos pelo apoio nesse tempo todo, principalmente nos momentos mais difíceis. Sem vcs eu não sei se chegaria até aqui e, se chegasse, tudo sera muito mais difícil. Obrigado também pela audiência do blog hehe.

Devo estar indo para o Brasil em breve. Ainda não tenho certeza da data, mas quando souber eu aviso. Espero reencontrar todo mundo e matar a saudade.

Por enquanto, um apertado abraço virtual! Até a próxima.

quinta-feira, abril 19, 2007

Um show


Terça-feira eu fui ver um jogo da NBA no Verizon Center, o ginásio aqui de Washington. Eu e Francisco combinamos e compramos os ingressos pela internet com 4 dias de antecedência. No dia do jogo, 3 h antes, nada dos tickets serem entregues pelo correio. E olha que pagamos mais de 40 dolares cada um. Liguei lá e, por sorte, consegui que eles arranjassem pra eu pegar os tickets na hora. E deu certo.

Chegando lá, do lado de fora do ginásio parecia que tinha bastante gente, mas como eu ia descobrir depois, lá dentro é muito grande e por isso não encheu. A organização era impressionante. Na parte interna, antes das arquibancadas, é cheio de lojinhas e lanchonetes; parece um shopping. Logo ao entrar, todo mundo ganhava uma camisa do Washington Wizards pra uniformizar a torcida. E não era camiseta vagabunda não, era boa, mas muito grande. Assim como num shopping, pra vc ir de um nível de arquibancada para outro, é tudo com escada rolante e elevador. Existem 4 pisos. O nosso era o último.


Em cada seção da arquibancada (tipo um grupo de umas 300 cadeiras), tem uma pessoa cuidando na entrada. As cadeiras são bem confortáveis e a visão é boa de qualquer lugar. La dentro é lotado de painéis de publicidade eletrônicos. Em cima da quadra mesmo tem um bagulho gigante pendurado com 4 telões e tudo quanto é placar eletetrônico com dados do jogo. Tem até dois balões (tipo zepelin) guiados por controle remoto que ficam voando pelo ginásio.

E o jogo na verdade nem é tão importante. Tudo que acontece ao redor, nos intervalos e tal é a parte mais bacana. Logo que os jogadores entram, as luzes se apagam e até fogos de artifício estouram. Tem narrador, tem mascote, tem música o tempo todo. Tem as cheerleaders (aquele bando de moças quase peladas dançando), tem bandinha, tem narrador e tem até jogo hehe.


(Clique play para ver o vídeo)

O jogo foi meio morno. Só no final que ficou ponto a ponto mas o Wizards acabou perdendo. Durante o jogo, fica tocando umas musiquinhas q tem a ver com os lances, por exemplo, incentivando o ataque ou fazendo a torcida gritar: defesa, defesa! O que eu achei mais legal foram as brincadeiras que eles fazem nos intervalos. Eles fazem enquetes no telão pro povo responder. Eles mostram a camera da dança, colocando uma musica bem animada e mostrando no telão alguém da torcida dançando. Aí o povo se emploga: teve um molequinho que deu um show e todo mundo adorou. Outra legal foi a camera do beijo: eles focalizam algum casal e dai o casal é meio obrigado a se beijar. E funciona direito, todo mundo q aparece se beija. Mas foi engraçado que eles mostraram um cara e uma mulher que não rolou beijo. E o cara fazia sinal de que não rolava. Daí a camera ia pra outro casal mas... voltava nos dois e nada beijo. E ficou nisso um tempão: os dois tavam roxos já hehe. Foi muito engraçado. E a torcida se diverte.

(camera do beijo)

Também nos intervalos eles montaram cama elástica pros caras pularem e uma outra pequena pra uns doidos virem correndo, dar umas cambalhotas no ar e enterrar na cesta. Bem legal. Mas não esqueçam, era um jogo de basquete. E como todo jogo é uma competição, no final quase deu briga na torcida. Bem do nosso lado, tinha uns 3 caras torcendo acintosamente pro Orlando. Daí, no final virou um bate boca mas acabou em nada. Se fosse no Brasil hehe, nem te conto.

(Dançarinas do É o Tchan, ops..., digo, cheerleaders animando a galera)

Pra sair do ginásio, nada de bagunça, nada de confusão. Tudo controlado, cheio de gente cuidando, indicando os caminhos. Muito organizado mesmo. Valeu a pena conhecer. Mas.... não chega nem perto da emoção de um jogo de futebol, especialmente comparado com quando eu fui ver o São Paulo no Morumbi. A propósito, o SP perdeu aquele jogo também. Será que eu sou meio pé-frio? hehehe

sábado, abril 07, 2007

Dedicado à pessoa mais especial do mundo

Olá! Estou passando rapidinho por aqui hoje por um motivo especial. Recebi uma foto que me faz sentir recompensado por esse quase um ano de blog. Não importa se a audiência do meu blog não é igual a de um Big Brother da vida; o que me importa mesmo é que a pessoa mais importante e especial bate ponto por aqui. Ninguém mais ninguém menos que minha querida vovó Zenaide.
Vejam só na foto que ela não está fingindo usar o computador. Repare que ela tá toda atenta lendo o quê? o quê? O meu blog hehe. Eu não podia ficar mais feliz ao ver essa foto! Já podia parar agora, aposentar meu blog: minha missão foi cumprida! Consegui, apsesar da distância física, me manter um pouco mais próximo da minha vózinha.

Mas não vou parar não. Faço questão de continuar tentando passar muitas alegrias pra ela nos meus posts. Não há motivo mais nobre do que este: tentar levar pra ela um pouquinho do que minha vida é hoje, pois se estou onde estou hoje, devo tudo a minha vó Zenaide assim como meu vô Paulo.

E é muito difícil agüentar a saudade que sinto dela. Não posso ver uma vózinha na rua que imediamente me lembro da MINHA vózinha. Ao ponto de, outro dia quando eu tava almoçando, eu ver uma vózinha baixinha, cabelos curtos, toda fofinha e lindinha que muito parecia com a Dona Zenaide (digo quase, porque a minha vó é incomparável, principalmente pra quem sabe como ela é LINDA interiormente). A vi, e na hora me bateu aquela saudade, aquele nó na garganta, aquele aperto no coração, foi impossível segurar as lágrimas. É impossível estar longe de uma pessoa tão maravilhosa e não sentir tantas saudades...

E pra não ficar apenas na saudade, aí vai mais uma foto. Essa foto é um sonho pra mim, um sonho que eu nunca vou parar de sonhar: eu e minha vózinha juntos. E sendo um sonho, eu poderia deitar no colo dela, fechar os olhos e imaginar como se voltando no tempo de quando era criança, nas infinitas vezes em que eu deitava no colo dela e sentia tamanha paz, segurança, carinho, amor....tudo de bom. Jamais vou deixar de sonhar esse sonho.
Obrigado vó, por tudo. Nunca terei como agradecer o suficiente por tudo que a senhora já fez por mim e nem terei palavras pra explicar o que a senhora representa na minha vida.

TE AMO VÓ!!!!!

sábado, março 31, 2007

Nos bastidores do poder

Morar na capital do país tem lá suas desvantagens e vantagens. Uma coisa ruim é que geralmente a cidade é o foco de todas as atenções (inclusive terrorista), ainda mais em se tratando de EUA. Vantagem (será?) é que tudo que é político importante do mundo passa por aqui. Ok, pode não ser vantagem nenhuma pra mim, mas existe todo um aparato, um cerimonial, e essas coisas eu acho curiosas.

Da primeira vez que eu vim pra cá, por coincidência eu testemunhei a saída do primeiro ministro iraquiano. Foi um esquema bem rigoroso em termos de segurança e tal. Carros e mais carros e mais motos de polícia; ruas fechadas e um monte de curiosos observado. Na hora eu saquei minha camera e gravei o video abaixo, vejam só.



Pois é, ontem quem veio pra cá foi o presidente brasileiro, Lula barbudo. Eu sabendo disso e sabendo que ele ia ficar na casa de hóspedes que o Bush oferece, peguei minha camera e me mandei de metro pra lá. A Blair House, onde ele ia ficar fica praticamente de frente pra Casa Branca, e estava com uma bandeira brasileira. Quem sabe eu viria de perto o "Brazilian leader", como eles falam aqui. Imaginei que ia estar cheio de brasileiros lá, do jeito que brasileiro é curioso e tem e tudo canto. Pra minha surpresa, eu era o único haha. Sem contar os jornalistas e seguranças (poucos).

Cheguei lá mais ou menos na hora divulgada, sem prever que, como bom brasileiro, o Lula ia atrasar 1 h. E nesse meio tempo, eu fiquei enrolando por lá. Tirando umas fotos da Casa Branca, outras da Blair House, etc. Os policiais americanos que estavam por lá (não mais que uns 10), obviamente que acharam estranho, e vieram puxar um papo comigo. O papo foi de boa, mas eu percebi q o cara tava quase que me interrogando (ele não conseguia disfarçar direito). Perguntando coisasd do tipo: vc está esperando alguém, onde vc mora, o que vc faz. Mas, Ok, fiquei batendo papo com ele por um bom tempo. Deu até pra falar sobre o Brasil, sobre robótica, etc.

Finalmente a comitiva lulística chegou. Eram uns 8 carros eu acho, e eles vieram pela rua da Casa Branca que, pra quem não sabe, é fechada para o trânsito. Nisso eu disparei minha camera e fui andando até a Blair House. Como eu tava meio longe falando com o guarda e eles passaram rápido, o resultado foi que o filme ficou bem ruim e eu só vi o Lula de costas enquanto ele entrava rapidamente na casa. No video da pra ver o guarda que conversou comigo mandando um sujeito lá ir andar na calçada; depois que os carros param, pra saber quem é o presidente, basta reparar no momento que os flashs dos fotógrafos disparam.



Ok, eu sei que meu plano não deu muito certo até então. Entretanto, o melhor estava por vir. Assim como os jornalistas, eu fiquei de frente pra casa esperando ver se o homem saía pra comer um McDonalds ou pra visitar a Casa Branca. Eu etava a uns 30 metros e eles a uns 5m. Nisso, vários turistas passavam por ali e não entendiam o que acontecia. Um deles eu ouvi dizer para os outros com toda a sabedoria: naquela casas é a embaixada do Brasil! Huauhahuauha, po nada a ver. Aí um outro grupo veio me perguntar o que era. Eu expliquei que era o presidente brasileiro que tinha acabado de chegar, e tal e tal. Daí a turma falou: ah, legal, então agora tira uma foto com a gente que vc tá famoso hehe. Acabei até pedindo pra tirarem uma com minha camera.


Nisso, a equipe da Globo veio exatamente pro lado que eu tava e armou os acessórios deles pra gravar uma reportagem sobre a viagem do Lula. O repórter é um que tá sempre em Washington, Luis Fernando não sei o que. Eles ficaram a uns 5 metros de mim. Pra quê, gravei tudo eehhe. Pensei: vou botar no ar antes que a Globo hehe. Sei que o cara treinou umas 2, 3 vezes e gravou mais umas 3 ou 4 vezes. Vira e mexe passava um carro da polícia por perto e atrapalhava a filmagem deles. Depois do serviço feito, guardaram as coisas e saíram fazendo piada, falando um monte de besteira. Vejam só a minha filmagem da filmagem deles.



Depois, como o Lula não deu as caras mais, eu vazei embora. Hoje tentei acompanhar na TV sobre a reunião do Bush com o Lula, mas pouco consegui. Isso porque pra eles não tinha importância essa reunião. Tanto é que na hora da entrevista coletiva, mostrou o Bush falando ao vivo. Quando o Lula abriu a boca, mudaram o assunto, foram pra outras notícias e tchau.

E falando em tchau.... até a próxima visita do Lula, ou o próximo post.