sábado, outubro 28, 2006

Meu "brinquedo" predileto!



Depois de muito tempo, hoje fui trabalhar no hospital. É que agora estamos partindo pra botar o robô no ambiente pra valer e estou começando a prepará-lo pra isso. Na verdade vou ter que mapear o hospital inteirinho, levando o robo a cada canto pra ele poder "aprender" a se localizar. Pra isso eu conecto um joystick no robo e vou dirigindo o bixinho.

Na verdade hoje eu apenas treinei um pouco no próprio laboratório, pra pegar as manhas e tal. É um trabalhinho chato esse, cansa ficar guiando o robo. No começo até é divertido, mas depois passa a ser cansativo. Semana que vem devo começar a mapear o primeiro dos 6 andares do hospital.


Bom, mas o importante nessa história é que me fez muito bem o dia de hoje. Eu andava meio desmotivado, meio sem objetivos claros. Aí cheguei lá, revi alguns colegas e comecei a trabalhar com o meu "briquedo" preferido: o robô. Tava sentindo falta dele, ou melhor, falta de botar a mão na massa, ou melhor, na lata do robo hehe. Esse negócio de ficar só na parte de software, por muito tempo, é muito abstrato. De fato, eu até gosto bastante, mas prefiro muito mais aliar o desenvolvimento de algoritmos com uma aplicação real, sólida, palpável, de carne e osso, ops... quero dizer... de lata e parafusos!


O prof. Pardal (cujo nome é George), até veio lá me cumprimentar dizendo: eu percebi que vc está de volta! Quando vi o robo andando por aí, sabia que vc tinha voltado hehe. E, como de costume, queria saber quando é que o robô vai servir uma cerveja gelada pra ele hahaha. Foi legal, e ainda por cima matei a saudade da comidinha do hospital....hmmmm..delícia!!

Acho que vou fazer um esforço e abandonar com mais frequência o conforto do meu escritório na MS pra atuar mais próximo do meu companheiro robo. Acho que intercalando as duas coisas é o ideal pra eu pegar um ritmo bom de trabalho. Sem contar que não pode existir algo mais empolgante do que botar o robo pra navegar autonomamente no hospital, no meio do povo todo. Pra quem trabalhou a vida toda com navegação de robôs, isso é um sonho hehe. Espero que não vire pesadelo hehe.


Pra finalizar, vou deixar aqui o link de alguns vídeos sobre robótica. Os 4 últimos da lista são resultado do meu trabalho nos últimos meses. A produção, trilha sonora, direção e efeitos especiais são todos por minha conta também. Só o papel principal é que ficou com o robô hehe. O link é: http://www.imedi.org/docs/references/mr.htm

quarta-feira, outubro 25, 2006

Vejam a 'cara' final do meu apê

Ando meio com preguiça de escrever. Talvez seja consequência da canseira que foi o dia de ontem. Sendo assim, talvez eu escreva pouco nesse post. Bom, no final descobriremos.

(Pentágono - a lateral (já reconstruída) que está de frente pra foto foi onde o avião bateu)

Só recordando, no fim de semana passado fomos visitar o Pentágono, o monumento à Força Aérea e o Cemitério de Arlington. No Pentágono é um predião sem muita graça. O mais legal dele é o seu formato, o qual não é visível de perto. Ou seja, recomendo fazer a visita pelo Google Earth mesmo e tá bom. Embora tenhamos visto a 'aresta' atingida pelo avião em 11 de setembro, o mais divertido foi minha mãe perguntando: esse Pentágono não é aquele prédio em forma de hexágono??!! Ok, Ok, sem comentários.. apenas risos.

O monumento à Força Aérea foi recém inaugurado e tá gerando muita controvérsia no povo daqui. Tão achando feio, fora do padrão. Eu também não achei grande coisa, mas ao menos a visão a partir de lá é espetacular: vê-se a cidade inteira de Washington. E demos sorte, a banda da Força Aérea estava tocando em homenagem aos 60 anos da instituição.

Tentamos ir a pé até o Cemitério, que fica ali pertinho. Mas as highways (rodovias) não tem nem acostamento. Acabamos pegando o metro. Andamos pelo cemitério, que pra quem não sabe é aquele que aparece em tudo que é filme de guerra (por exemplo, Resgate do Soldado Ryan) e onde ficam enterrados os soldados mortos desde a 1a Guerra. O Kennedy e família tbm têm túmulos lá. O cemitério é imenso, e as lápides vão até onde os olhos conseguem enxergar. Tem também a tumba do soldado desconhecido, onde um soldado (vivo) fica fazendo ronda. Ele fica marchando pra lá e pra cá e tal. A cada 1 h tem a troca de guarda, cheia das honras.




(Arlington National Cemitery)

No domingo, pela primeira vez, eu almocei arroz e feijão de verdade aqui nos EUA. Graças a minha mãe que fez um almoço caprichado. Aliás, agora sim to comendo bem aqui hehe.




Terça-feira, assim como havia feito na segunda, eu iria trabalhar. Mas.. um cara que tava vendendo de graça uma escrivaninha, me ligou perguntando se eu ainda estava interessado. Isto é, eu já tava de olho desde a outra semana, mas o cara não respondia. Perguntei se duas pessoas conseguiriam carregar, ele disse que achava que algumas quadras até que ia. Eu e minha mãe fomos então a pé até a casa do cara, que fica a umas 20 quadras de casa. Um frio, um vento... horrível. Logo que chegamos lá, vi a mesa e, embora fosse velha, tava inteirona. E de graça, até injeção na testa. No entanto, ela era pesada d+, impossível carregar 1 quadra sequer hehe. O cara, gente fina, ofereceu pra levar até em casa a mesa. No maior sacrifício, botamos ela em cima do bagageiro do carro dele, amarramos e fomos. Chegando no meu prédio, descarregamos na grama a mesa. Perguntei ao rapaz quanto era, mas ele insistiu que era de graça mesmo. Então fiz questão de dar uma gorjeta só pela carona e esforço. Mas esforço maior estava por vir.



Estávamos eu, minha mãe e a mesa. E agora pra carregar pra dentro? 1a estratégia, tentamos no soquinho: quase não saiu do lugar. 2a, de um lado pro outro, girando. Mas não dava, o trem era pesado e desajeitado demais pra carregar. Aí então veio a idéia genial: pegar uma mala com rodinha e colocar por baixo de um dos lados pra servir de alavanca. E não é que deu certo? Ok, foi uma situação meio ridícula, mas deu certo. Minha mãe ia puxando a mala, meio agachada, enquanto eu levava no braço o outro lado. Nesse rolo, ainda subimos uma escada pequena, fizemos curvas e passamos 3 portas. Quando estávamos quase dentro do apto, o Jurandir e a Ludia chegaram. Aí foi fácil terminar o serviço. Quase morri pra carregar aquele treco, mas agora tenho uma mesona profissional.

Agora, finalmente as coisas estão ajeitadas no meu apê. Vejam as fotos....


Só pra finalizar o post, aí vão duas dicas. Primeiro, um grande número das fotos que temos tirado aqui em Washington estão no Fotolog da minha mãe, quem quiser pode acessar em:
http://treisporquatro.nafoto.net/

Já quem curtir umas discussões críticas a respeito de assuntos interessantes, entre no blog do meu amigo George, futuro autor de bestsellers. Além das idéias pra refletir a respeito, leiam também os comentários polêmicos. O link é: http://gbezerra.blogspot.com/

quinta-feira, outubro 19, 2006

"Era uma casa muito engraçada......"



Bom, ainda estou me adaptando ao meu novo lar doce lar. É meio estranho dormir em cima de uma bolha de ar, em uma casa que se resume a quarto, cozinha e banheiro. Quando vou no banheiro é rápido, a cozinha não é muito a minha praia, então eu fico mesmo é no quarto (que às vezes vira copa, às vezes sala, às vezes escritório, às vezes até quintal pra estender roupa). E ficar nesse tal quarto versátil também é estranho. Isso porque 2 metros à direita da cama está a porta e o corredor. 2 metros à esquerda fica a janela com vista para o estacionamento. Ou seja, acaba que todo mundo te ouve e todo mundo te vê, afinal 95% do tempo eu estou ou na sala ou no quarto ou na copa (o que dá na mesma).



Complicado mesmo é se adaptar aos utensílios da casa. Primeiro o ar condicionado: é uma briga entre eu e o termostato. Tá frio, eu aumento o ar pra esquentar. Lá pro meio da noite eu acordo suando porque tá calor demais e vou lá diminuir o danado. Cedo já tá frio de novo... e assim vai.


Tomada então é tudo quadradinha. Fui tentar passar uma camisa pra trabalhar (lembrem que tava tudo amassado fazia 5 meses dentro da mala) em cima do colchão de ar (ó o perigo!), porque não tem mesa, mas não consegui. Meu ferro de passar é brasileiro com tomada redondinha, aí já era. Botei a camisa no varal e espirrei um treco lá que a gente comprou pra ajudar a desamassar roupa. Afff, que besteira. Além de não resolver nada, ainda ficou uma manchona no meio das costas que não secou a tempo de eu ir trabalhar. Fui daquele jeito mesmo e fiquei de blusa o dia inteiro hehe.


Outro dia, minha mãe deu uma receita infalível pra roupa amassada: pendurar a roupa dentro do banheiro enquanto toma banho. Segundo ela o vapor faz com que a roupa fique lisinha. Já que era assim, não peguei uma não, mas sim umas 6 camisas e pendurei dentro do banheiro enquanto tomava banho bem quente pra fazer bastante vapor. Cada idéia! Cada cena! É óbvio que não funcionou... o jeito é comprar o adaptador de tomada.



O fogão então é da década de 60, mas acende automático e não é elétrico. Viu D. Angela! O método de por fogo é uma beleza. Fica um foguinho eterno queimando gas no meio do fogão, embaixo da tampa, e quando liga uma das bocas, o foguinho corre por uns caninhos e acende a boca toda. Uma modernidaaaade.


Mas a pérola mesmo acho que são as janelas. Alguém lembra de como se abria vidro emperrado de fusca véio? Pois é, é mais ou menos assim. Tem umas maçanetas em cada janela e bastar você girá-las com uma leve força (com as duas mãos juntas nem sempre funciona, às vezes precisa de uma forcinha do lado de fora) e abrem-se as janelas da esperança (esperança de que vc consiga fechá-las depois). Mas ao menos tem umas rosas para enfeitar a paisagem.


Capricharam foi na decoração. Na sala/quarto/escritório, ao invés de colocar quadros na parede, penduraram um monte de trubisco esquisito. Eu contei 8, com os 2 que ficam no teto. Tem termostato, detector de fumaça, detector de movimento, alarme e mais os outros que eu não sei pra que prestam. Sei que o detector de fumaça tem um botão escrito TESTE. É claro que eu apertei, resultado, quase deixei todo mundo surdo com o apito que aquilo fez. Tive que arrancar a bateria pra parar. O alarme então ninguém sabe o código pra usar adequadamente. Ok, ele não funciona mas não precisava ficar apitando a cada minuto né. Fui obrigado a abrir e passar a faca nos fiozinhos por dentro, antes que aquele barulho irritante me fizesse dar uma martelada no fia da mãe.


Mas quer saber, retiro minhas reclamações. Banheira, closet, água quente nas torneiras, lava-louça, ar condicionado central, lavanderia, fogão que acende sozinho, janela automática........essas coisas só se vê em mansão. Então quer saber? Meu cafofo é praticamente uma mansão. É meio pequena, uma mansãozinha, mas é a minha mansão. Tô até aceitando hóspedes!

Deixando de lado a brincadeira e falando sério, o apto é bacana. Ótima localização, praticamente dentro do parque de mata nativa, em rua super silenciosa, do tamanho ideal que não dá muito trabalho pra limpar e fica no térreo. De qualquer forma, tendo suas vantagens e desvantagens, seus defeitos e virtudes, é aqui, nesse lugar que eu vou passar a experiência mais valiosa da minha vida. E la vamos nós! (como diriam Marcelo e sua amiga, a bruxa do pica-pau)

terça-feira, outubro 17, 2006

Fotos do fim de semana

(Capitólio)


Estão vendo? Dessa vez nem demorou muito e eu já estou de volta postando. Pra compensar o último post que foi cheio de texto (teve quem reclamou mas teve quem gostou!!), vou encher esse aqui de fotos, as fotos do fim de semana.


Esse começo de semana eu deixei minha mãe, a Ludia e Jurandir soltos por aí pra eles se virarem sozinhos. Aí é claro, estão aprontando cada coisa, cada mico (vejam na foto aí de cima elas, na boutique, provando chapéus do polo norte só pra tirar foto).......mas é assim mesmo que é bom pra aprender. Tanto é que já estão melhorando no Inglês.

(Capitólio)

A gente só tem se encontrado pra almoçar ou jantar. Isso também porque estou bem ocupado essa semana. Várias coisas do trabalho pra resolver. Coisas que atrasaram por causa da mudança e tal.

(Capitólio)


Mas hoje aconteceram duas coisas interessantes. Primeiro tive uma reunião com meu chefe por telefone. Ele anda tão ocupado que reunião só por telefone. E ele quer fazer uma dessa toda semana. Ao menos ele me liberou pra trabalhar onde eu quiser, até mesmo em casa como muita gente tem feito.

(Suprema Corte Americana)


A segunda coisa legal é o seguinte. Minha mãe, que tá fazendo teatro faz um tempo já, participou de uma propaganda da Unipar (Universidade Paranaense) que foi lançada agora. Ela faz um papel extremamente importante, papel de mãe. E como diz meu colega Franscisco da MS, nisso ela tem experiência hehe. Ainda bem que ela veio pra cá, senão o assédio da imprensa e dos fãs ia ser tão grande que não ia dar sossego. Pra quem quiser assistir, aí vai o link do vídeo: http://www.unipar.br/vestibular2007/vt/vestibular_100k.wmv

(Casa Branca)


Amanhã devo instalar a internet lá em casa e aí tudo vai ficar mais fácil pra mim. Então é isso. Vou ficando por aqui. Espero que tenham gostado das fotos. Até a próxima!

(The National Mall)

segunda-feira, outubro 16, 2006

Falta tempo, mas não histórias pra contar...

Olá meus queridos, deu pra perceber que não tem sobrado tempo para eu postar no meu blog né. Pois é, juntou a chegada da minha mãe e nossos primos Ludia e Jurandir com a semana da mudança pro novo apartamento, aí virou uma correria. De qualquer forma, tenho guardado na minha memória os melhores momentos e vou contá-los agora. Vou tentar ser meio breve porque ta fazendo um frio danado aqui. Acabei de ver no termômetro na rua: 7 graus centígrados.


Eles chegaram na terça, mesmo dia que eu fui na imobiliária assinar a papelada e buscar as chaves do apê. Tudo que o tiozão tem de simpático e extrovertido a secretária dele tem de tímida e desinformada. Eu tinha ido à imobiliária as 4 da tarde. Até aquela hora o pessoal não tinha dado sinal algum de que tinha chegado. É claro, pela lei de Murphy, eles tentariam falar comigo qdo eu estava ocupado. E não deu outra, me ligaram qdo eu estava no metro e ainda foram na Microsoft atrás de mim enquanto eu estava na imobiliária, a recepcionista me chamou pelo sistema de som até cansar. Liguei então no hotel deles e combinei de encontrá-los mais tarde. E foi o que aconteceu. É sempre bom estar com pessoas queridas, com a mãe da gente então nem se fala. Eles estavam bem cansados graças a viagem cansativa. Mesmo assim toparam de irmos ver o meu novo apto.

(Visão lateral do meu prédio; logo postarei fotos de dentro do apê)

Ensinei a eles +/- como andar no metro e fomos nós. Chega no meu prédio, nenhuma chave abre a porta da frente. Por sorte alguém abriu pra gente. Chega no apto, nada de abrir a porta. Putz, só podia ser brincadeira. Mas aí o Jurandir conseguiu abri-la qdo eu já tinha desistido. Acontece que ela funciona no sentido contrário, fazer o que. No outro dia fui descobrir que tem jeitinho para abrir todas as portas, o tio me disse: “you have to play a little bit with the keys”. Então ta né. Ainda a noite os levei para jantar no restaurante mediterrâneo e já os instiguei a passar óleo de peroba na cara e encarar os americanos falando inglês.
(Ludia, Jurandir e minha mãe, de metro, me ajudando na mudança)

No dia seguinte, fomos almoçar num restaurante mexicano e meu colega Francisco da MS foi conosco. Aí virou uma torre de babel: inglês, espanhol e português misturados hehe. Mas foi bacana. A não ser pelo fato de a Ludia e Jurandir não terem curtido muito o prato apimentado, mas foi bom pra experimentar pelo menos. Dali em diante o Francisco vem todo dia querendo aprender português hehe. Trabalhei a tarde e nos reencontramos a noitinha. Quando estávamos indo pro meu apto, uma japonesa mais velha começou a passar mal do nosso lado. Quase desmaiou. Acudimos ela e tentamos ajudar. Mas eles não falavam nada com ela, ou melhor, falavam português como se ela entendesse: senta, baixa a cabeça, respira fundo hehe. Aí eu tive que intervir e tentar ver o que ela tinha, se precisava de ajuda etc. Acabamos levando ela pra dentro do shopping e emprestei meu celular pra ligar pra irmã dela vir busca-la. Nesse meio tempo fiquei falando com ela enquanto eles procuravam no dicionário palavras que tem a ver com doença. Leram leram aquele dicionário mas não falaram um A. Daí a japonesa ficou se explicando, pedindo desculpa e tal. Ela tem diabete e fica sem comer no almoço porque não da tempo. Aí eu falei pra ela que não podia fazer isso, que tinha que comer antes de ficar mal, etc etc. E acabamos indo embora quando ela melhorou.

Fomos a Cleveland Park ver se as tais chaves agora funcionavam e também visitar uma cama usada pra comprar. Vi a cama, usada mas em boas condições e barata, mas não tinha como transporta-la, mesmo estando a 3 quadras apenas do apto. Tentamos com meio mundo: no posto, no mercado, com táxi etc. e nada de ninguém pra ter uma camionete pra levar (é muito pesado pra levar na mão). Desistimos e fomos testar as chaves. Dessa vez, playing a little bit deu tudo certo. Fomos então jantar num barzinho bacana ali por perto. Cada um comeu uma coisa e tomamos cada um uma cerveja diferente. Batemos papo e, quase no final, uma garçonete, que na verdade era gerente do bar, veio falar com a gente: vcs são brasileiros!!! Aí pronto, sentou e ficou conversando com a gente. Ela era gaúcha. E já sabe né, quando brasileiros se encontram no exterior da o que falar, ainda mais depois de umas cervejas hehe. Aliás, depois das cervejas, o Jurandir e a Ludia e minha mãe já tavam todos felizes porque tavam entendendo quase tudo que o pessoal falava em inglês. O que só vem confirmar minha teoria: beba e se transforme imediatamente em poliglota.

Na quinta resolvemos ir ao shopping lá em Wheaton pra comprar tudo que fosse possível e necessário pra minha nova casa. Fomos depois do almoço e só voltamos as 11 da noite. Andamos um monte lá e compramos um monte de coisas também. Desde um colchão de ar, passando por panelas e pratos até material de limpeza. E é claro duas malas gigantes: uma pra minha mãe e outra pra Ludia. Foram a salvação, pois botamos todas as compras lá dentro e então foi possível carregar tudo. Foi cansativo e cômico, já que era uma cena engraçada a gente arrastando aquelas malas, sacolas e vassoura. Coisa de louco, aventuras incríveis hehe. Mas ainda bem que eles estavam aqui, senão eu tava ferrado pra montar meu apê.
(Chegando em Cleveland Park Station de mala e "cuia" no sábado)

Sexta tirei o dia pra trabalhar. Pedi pra marcar uma reunião com meu chefe e ele me mandou falar com a Linette pra ver a agenda dele. No final das contas ficou marcada uma reunião por telefone pra semana que vem já no horário da noite. Quase não é ocupado o colega. Embora tenha trabalhado o dia todo, ainda almocei com minha mãe e os primos. A tarde eles foram pro apto dar uma limpada geral pois sábado eu mudo em definitivo. Fui pra lá só a noitinha quando terminei minhas coisas. Cheguei lá e já tava ficando mais com cara de casa. As coisas mais limpas e organizadas. Apesar disso, ainda ta vazio, pois não tenho móveis, a não ser minha cama de ar que eu enchi com uma bombinha e ficou uma beleza.


Nesse tempo que deixei eles sozinhos, eles tem se virado bem e tentado entender o inglês. É cada história que parece piada. Mas aí precisa que eles contem outra hora. Sei que depois da limpeza fomos num restaurante italiano meio chique. Chega lá, pedimos um vinho e de cara me pediram ID. Daí a Ludia pediu uma sopa, minha mãe um tipo fundue, e eu e Jurandir pedimos almôndegas (meatballs). Tomamos o vinho, comemos uns paezinhos que estavam na mesa e quando chegaram os pratos, putz, foi um ataque de riso generalizado e indisfarçável. Vcs não acreditam, mas veio um pratinho quadrado com 3, isso, 3 almondegas minúsculas e um molhinho mixuruca por cima. Quase morremos de tanto rir daquilo, pois era ridículo. Pode ser chique, mas é ridículo. Aí eu pedi mais pão né, afinal, aqueles projetos de almôndega não iam matar nossa fome. Mas foi engraçado d+, e caro também.

Sábado foi o dia da minha mudança definitiva para o apto. É claro que aproveitei muito bem o último café da manhã do hotel. Perto do almoço, fomos então para Cleveland Park, eu, de mala e cuia. Passamos metade da tarde esperando alguma lavadora de roupa ficar livre e lavando meus lençóis e edredom. Ainda bem que em 45 minutos tava tudo pronto, inclusive tudo seco. Quer dizer, algumas partes das coisas ficaram úmidas. Daí improvisamos um varal no meio da minha sala com o fio da TV a cabo e deixamos pra secar. Quem passa pela garagem e via aquele varal devia pensar, nossa, faz uns 20 anos que eu não vejo ninguém usar esse método para secar roupas, de onde será que esse povo veio?

(Visita à Basílica da Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira americana)

Quase à tardinha, pegamos o busão e fomos para o hospital buscar o resto das minhas mucutas. Antes, paramos na Basílica da Imaculada Conceição, a padroeira dos EUA. A igreja é muito bonita e gigante. Ela fica perto do hospital. Eu passava todo dia na sua frente, mas somente desta vez fui visitá-la. E ainda chegamos no meio da missa. Já no hospital, mostrei meu local de trabalho para eles, pegamos minhas coisas e fomos de volta pra casa de ônibus. Fazia um frio daqueles! Em CP (Cleveland Park), fomos jantar umas pizzas na lanchonete da brasileira e depois cada um pegou seu rumo.

(No hospital, finalmente uma foto minha no Washington Hospital Center)

Fui pro meu apê, era minha 1ª noite num canto só meu. Tratei de desfazer minhas malas e guardar todas as roupas. Finalmente depois de 5 meses, meu guarda-roupa deixava de ser minhas malas para ser um closet. Depois de algumas horas arrumando tudo, era hora de dormir e estrear meu colchão de ar. Simplesmente deitei e dormi. Entretanto, lá pelo meio da madrugada eu acordei com frio: sentia tudo gelado por baixo de mim, culpa do colchão de ar é claro. Coloquei uma roupa mais quente e não adiantou. Coloquei uma coberta por baixo, mas continuava gelado. Já não sabia mais o que fazer quando fui fuçar no termostato (super antigo) pra ver se o tal ar condicionado esquentava o ambiente. Então descobri, mesmo no escuro, um botão escondido que regulava a temperatura. Na hora aumentei e aí sim começou a esquentar e foi possível voltar a dormir. Mas não posso reclamar muito do meu colchão pq ele ta me servindo de local para refeições, local de trabalho, local de leitura e até mesmo local de dormir!

Domingo combinamos de nos encontrar na estação de CP mesmo para irmos visitar os pontos turísticos famosos de Washington. Fomos à Casa Branca e, por sorte, vimos meio de longe o helicóptero presidencial pousar no quintal dos fundos, onde um monte de gente esperava o cara. No Washington Monument estava tendo um encontro de donos de cachorros e cachorros, a favor dos animais sem teto. Tinha tudo quanto é tipo de cachorro, um mais bonito que o outro. No final ainda acabamos saindo junto na passeata com a cachorrada hehe. Visitamos ainda o Capitólio, a Suprema Corte e alguns museus. Tomara que agora minha mãe e a Ludia parem de achar que a Casa Branca é o Capitólio. Foi difícil convence-las do que é o que hehe. Cansados, pegamos o metro e fomos embora.

Cansados tbm deve estar você, leitor do meu blog. Mas de acordo com que as coisas vão se ajeitando, voltarei a postar mais frequentemente e com textos mais breves. Abraços a todos e voltem sempre!