sábado, maio 24, 2008

Sessão Saudade

Este é o primeiro post da sessão saudade. Longe de casa, da família e dos amigos, a saudade é a companheira mais constante. Por isso vou postar de vez em quando algumas boas lembranças e recordações neste blog.

Pra começar, um video dedicado a alguém muito especial. A palavra saudade, ao falar dele, é muito pouco. Não há palavras pra explicar a sua falta e, na falta de palavras, nada melhor que muitas imagens. Vejam só o maior figura que eu já conheci, indescritível, inesquecível....


sexta-feira, maio 23, 2008

Fotos da 2a viagem a Redmond

Casinhas à beira do Lago Sammamish


Lago Sammamish

Parque ao redor do lago


Churrasqueira e mesa no parque pro pessoal fazer um churrasquinho de hamburguer!


Chevy Cobalt que eu aluguei em Redmond

quarta-feira, abril 23, 2008

THEY'RE MADE OUT OF MEAT

THEY'RE MADE OUT OF MEAT
by Terry Bisson


"They're made out of meat."

"Meat?"

"Meat. They're made out of meat."

"Meat?"

"There's no doubt about it. We picked up several from different parts of the planet, took them aboard our recon vessels, and probed them all the way through. They're completely meat."

"That's impossible. What about the radio signals? The messages to the stars?"

"They use the radio waves to talk, but the signals don't come from them. The signals come from machines."

"So who made the machines? That's who we want to contact."

"They made the machines. That's what I'm trying to tell you. Meat made the machines."

"That's ridiculous. How can meat make a machine? You're asking me to believe in sentient meat."

"I'm not asking you, I'm telling you. These creatures are the only sentient race in that sector and they're made out of meat."

"Maybe they're like the orfolei. You know, a carbon-based intelligence that goes through a meat stage."

"Nope. They're born meat and they die meat. We studied them for several of their life spans, which didn't take long. Do you have any idea what's the life span of meat?"

"Spare me. Okay, maybe they're only part meat. You know, like the weddilei. A meat head with an electron plasma brain inside."

"Nope. We thought of that, since they do have meat heads, like the weddilei. But I told you, we probed them. They're meat all the way through."

"No brain?"

"Oh, there's a brain all right. It's just that the brain is made out of meat! That's what I've been trying to tell you."

"So ... what does the thinking?"

"You're not understanding, are you? You're refusing to deal with what I'm telling you. The brain does the thinking. The meat."

"Thinking meat! You're asking me to believe in thinking meat!"

"Yes, thinking meat! Conscious meat! Loving meat. Dreaming meat. The meat is the whole deal! Are you beginning to get the picture or do I have to start all over?"

"Omigod. You're serious then. They're made out of meat."

"Thank you. Finally. Yes. They are indeed made out of meat. And they've been trying to get in touch with us for almost a hundred of their years."

"Omigod. So what does this meat have in mind?"

"First it wants to talk to us. Then I imagine it wants to explore the Universe, contact other sentiences, swap ideas and information. The usual."

"We're supposed to talk to meat."

"That's the idea. That's the message they're sending out by radio. 'Hello. Anyone out there. Anybody home.' That sort of thing."

"They actually do talk, then. They use words, ideas, concepts?"
"Oh, yes. Except they do it with meat."

"I thought you just told me they used radio."

"They do, but what do you think is on the radio? Meat sounds. You know how when you slap or flap meat, it makes a noise? They talk by flapping their meat at each other. They can even sing by squirting air through their meat."

"Omigod. Singing meat. This is altogether too much. So what do you advise?"

"Officially or unofficially?"

"Both."

"Officially, we are required to contact, welcome and log in any and all sentient races or multibeings in this quadrant of the Universe, without prejudice, fear or favor. Unofficially, I advise that we erase the records and forget the whole thing."

"I was hoping you would say that."

"It seems harsh, but there is a limit. Do we really want to make contact with meat?"

"I agree one hundred percent. What's there to say? 'Hello, meat. How's it going?' But will this work? How many planets are we dealing with here?"

"Just one. They can travel to other planets in special meat containers, but they can't live on them. And being meat, they can only travel through C space. Which limits them to the speed of light and makes the possibility of their ever making contact pretty slim. Infinitesimal, in fact."

"So we just pretend there's no one home in the Universe."

"That's it."

"Cruel. But you said it yourself, who wants to meet meat? And the ones who have been aboard our vessels, the ones you probed? You're sure they won't remember?"

"They'll be considered crackpots if they do. We went into their heads and smoothed out their meat so that we're just a dream to them."

"A dream to meat! How strangely appropriate, that we should be meat's dream."

"And we marked the entire sector unoccupied."

"Good. Agreed, officially and unofficially. Case closed. Any others? Anyone interesting on that side of the galaxy?"

"Yes, a rather shy but sweet hydrogen core cluster intelligence in a class nine star in G445 zone. Was in contact two galactic rotations ago, wants to be friendly again."

"They always come around."

"And why not? Imagine how unbearably, how unutterably cold the Universe would be if one were all alone ..."

segunda-feira, abril 07, 2008

Festival da Cerejeira






Começou há 1 semana em Washington o Festival das Cerejeiras. Nos arredores do Tidal Basin, um lago entre o rio Potomac e o canal Washington, há cerca de 3.700 cerejeiras de 12 variedades e congestionamento de turistas na expectativa de acertar uma foto de cartão-postal, com o memorial a Thomas Jefferson ao fundo. Eu fui lá sábado e, é claro, tirei as minhas fotos. Como o dia estava meio nublado e eu não sou lá aquele fotógrafo.... as fotos que saíram ficaram assim.












sábado, março 08, 2008

Viagem a Microsoft, e ao futuro...

Esta semana viajei para Seattle e Redmond para participar da TechFest, feira interna da Microsoft Research que apresenta as inovações e invenções produzidas por eles. A viagem foi de Washington para Washington (Washington DC, a cidade capital onde moro até o estado de Washington, que fica na costa oeste dos EUA). No total, levou umas 6 h de vôo, sendo que boa parte do tempo eu fui escrevendo minha tese. Quer dizer, tentando, por que obviamente, conforme a lei de Murphy, havia um nenê chorão do meu lado que “ajudou” a me concentrar na tese e, pelo trabalho que deu pra coitada da mãe, me inspirou bastante com relação a ter filhos. Mesmo assim fui persistente e escrevi quase que a viagem inteira.

Chegando lá 11 da noite, horário local (5 h a menos que Brasília), peguei o carro alugado e fui dirigindo para o hotel. É claro que eu não tava muito seguro, afinal de contas o aeroporto fica a uns 30 km do hotel, em Redmond. Embora eu tivesse um mapa, Murphy compareceu mais uma vez, já que a estrada estava em obras, cheia de cone, desvio, etc. Mas, devagarzinho cheguei ao hotel sem problemas.

No dia seguinte, fomos todos juntos para a feira em um carro só (eu e o pessoal do meu grupo). Do hotel até a sede da Microsoft se gasta uns 10 minutos, se não se perder no caminho (o que aconteceu algumas vezes). Rapidamente demos uma volta pelo campus da MS e deu pra perceber como é gigante. É praticamente uma cidade e lembra bastante campus de universidade, bonito e bem cuidado. Tem até dois campos de futebol. São 50 mil pessoas trabalhando lá diariamente. Isso explica por que é tão difícil achar lugar pra estacionar, mesmo os prédios tendo vários pisos só de estacionamento.


Vimos o prédio do Bill (na foto abaixo) e ouvimos várias histórias, como por exemplo de um cara que foi ter uma reunião com ele e, sem querer, falou alguma coisa de bomba. Contam que na hora saíram seguranças de trás das paredes (?) e retiraram o cara imediatamente. Dizem que os seguranças do Bill são programadores, os maiores e mais musculosos programadores hehe.
A feira foi no centro de conferências e tinha muita gente. Boa organização e segurança rígida, dado que a feira é confidencial, só pra funcionários. Nada de fotos. Eram 150 trabalhos sendo demonstrados ao vivo e 24 palestras. Muita coisa interessante e boas palestras. Ah, as salas de palestras são um show. Gastamos os 2 dias inteiros da conferência interagindo com o pessoal e vendo muitos projetos que podem, um dia não muito distante, revolucionar o mundo da tecnologia.


No 2º dia, um colega nosso, o John, chegou. Ele não veio no dia anterior por que tinha simplesmente “esquecido” hehe. Ao chegar, como o campus é muito grande, ele estacionou no 1º estacionamento que tinha e veio parar no prédio de conferência com os ônibus internos da MS. Detalhe é que na hora de ir embora pro hotel, ele não lembrava mais onde tinha deixado o carro. Ou seja, ele perdeu o carro no campus. Acho que gastamos mais de 1 h procurando esse carro. Ele estava parado num estacionamento do outro lado de lá da rodovia que corta o campus no meio. De lá pro hotel, viemos em 2 carros e, é claro, nos perdemos hehe. Foi uma aventura voltar ao hotel.

Falando em colega, na foto abaixo estou eu com a Liz. Ela é nova no nosso grupo e um dos seus objetivos é tornar o grupo mais unido e botar as coisas que desenvolvemos para funcionar na prática. Conversamos muito por lá e muitas boas idéias surgiram. Inclusive ela contou que adora cozinhar e que vai levar doces e comidas pra gente "testar" hehe. Eu já achava ela parecida com a minha tia Áurea (olhem a foto abaixo), depois então que ela contou que adora cozinhar, mais ainda! Falei pra ela que tinha ela me lembrava uma tia minha e dá tiramos essa foto pra comprovar.


No último dia, fomos visitar a casa do futuro. É uma casa super moderna que a MS criou pra demonstrar como as coisas serão em 5, 10 anos. Acho que já passou algumas vezes na TV no Brasil. De qualquer forma, o mais interessante é que tudo pode ser controlado por voz e eles usam muita projeção de imagens nas paredes, mesas, etc. Tinha muita coisa eletrônica e telas de LCD por todos os cantos. Alguns exemplos. Então a mulher falava pra casa que iria cozinhar e imediatamente a cozinha toda se acendia, e a receita que ela pedia aparecia projetada na mesa da cozinha. Ao colocar os ingredientes na mesa, a casa já os identificava e confirmava se estava certo ou errado. Na copa, ela deu ordem pra casa mostrar um ambiente de festa de criança. As cores todas mudam, imagens de festa aparecem projetadas nas paredes como pinturas, e na mesa surge um jogo de aviõezinhos virtual que você pode interagir. No quarto, por exemplo, o espelho tinha como que uma tela de fundo que detecta a roupa que você coloca na frente e diz se ta na moda, com o que combina, se ta dentro do padrão da escola e tal. Foi bem legal. Mas eu, particularmente, senti falta de um robô. Quem vai limpar a casa do futuro? Quem vai arrumar as bagunças do quarto do futuro? Só pode ser o robô do futuro, oras. Mas, um dia a gente chega lá.


No mesmo dia à tarde, fomos passear em Seattle (foto acima). Aquela região é perto do oceano Pacífico e é cheia de baías e lagos. Eu achei bem bonito, gostei. Mas o clima é bastante chuvoso e nublado constantemente. O que não é muito legal. Andamos bastante pela cidade e nos perdemos bastante, mas desta vez estávamos com um GPS que dizia pra onde ir. Ah se não fosse ele hehe. A atração mais famosa de Seattle é uma torre (foto abaixo), chamada Space Needle. Subimos lá e valeu os 16 dolares pela bela visão da cidade (última foto).

À noite peguei meu rumo pro aeroporto e embarquei de volta quase à meia-noite. Voei a noite inteira e consegui dormir quase o tempo todo, ufa. Tinha uma conexão em Chicago, só que lá tava nevando, pra variar. Aí pronto, o 2º vôo atrasou mais de 1h. Resumo da ópera: cheguei em casa quase meio-dia do dia seguinte, quebrado. Valeu a pena.