terça-feira, junho 06, 2006

Eu e meu amigo robo


Oi pessoal! Olha eu ai na foto com meu amigo robo PatrolBot. Pelos proximos meses eu devo trabalhar bastante com ele. Eu achei ele o maximo: tem cada tipo de sensor bacana, comportamentos de navegacao sensacionais e, alem de tudo, eh todo estiloso vcs nao acham? hehe

Mas falando serio, hoje eu mexi sozinho com o robo. Controlei ele pelo meu computador desde a estacao de recarga ateh a minha sala. Pra voltar, mandei ele ir sozinho. E ele foi, meio dando uns solavancos mais foi. Ateh alguem la do lab falou: parece que ele ta bebado hehe. Mas eh que quando ele chega muito perto da parede, ele freia bruscamente. O modo de funcionamento desse robo eh diferente do que estou acostumado. Isto eh, ele trabalha com um mapa global do ambiente (pre-produzido) e portanto tudo fica mais facil. Alem disso, embora ele tenha comportamentos inatos (pre-programados), estes nao sao adaptativos e nao envolvem aprendizagem (que eh a minha praia). Mas estou la justamente pra isso, pra fazer algo de util e eh o que pretendo realizar.

Quanto ao meu seguro social, nem sinal. Alias, ja to de saco cheio dessa historia. Essa noite ateh sonhei com ele chegando pelo correio e tal. Mas, como nada posso fazer, vou continuar esperando.

segunda-feira, junho 05, 2006

Robo e futebol

Nem ia escrever hoje, mas tem algo que vale a pena registrar: pela primeira vez fiz o robo andar pelo lab. Isto eh, andou pra la e pra ca um poquinho, bateu numa escada, enroscou numa cadeira e voltou pra casinha (a estacao de recarga de bateria). Nada disso seria possivel se nao fosse o George (que eh +/- o prof. Pardal la do instituto). Quero dizer, eu nao sabia muito bem alguns detalhes de como manipular o robo, perguntei a ele e pronto. Ele foi la na minha maquina, instalou tudo, configurou e me ensinou a controlar o robo. Mais um cara gente boa pro rol. E olha que ja era umas 5 da tarde e eu ja tava deixando pro dia seguinte, mas de repente tudo ser resolveu. Ok, isso nao representa nenhum avanco cientifico hehe, mas foi um passo importante pois agora posso de fato progredir nos trabalhos com o robo (O George chama ele de ela (she)).

Feito esse registro, como este post esta muito mixuruca, vou contar outra coisa. Ultimamente ando lendo bastante os jornais (newspapers) americanos. E a cada dia aumenta a quantidade de reportagens sobre a copa. E em quase todas, falam do Brasil como favorito indiscutivel e do Ronaldinho como um Deus do futebol.

Pra vcs terem ideia, li uma reportagem em que eles comparavam o futebol ao baseball, associando times e jogadores para facilitar o entendimento dos americanos. Em outro jornal, um cronista esportivo dizia: estou em grande duvida, assistirei as finais da NBA ou a copa do mundo. Pois ele afirmou preferir a copa do mundo. Entre os motivos, ele falou da movimentacao no futebol (sem pedido de tempo, sem muitos intervalos, sem frescura de parar o cronometro, etc.). Alem de outras coisas, ele terminou o artigo dizendo que o uniforme do Brasil era o mais estiloso hehe. Outro dia entrevistaram representantes de de embaixadas de varios paises aqui em Washington. Todos, menos o brasileiro, disseram que o Brasil vai ganhar. O argentinho que faria qq coisa pro Brasil perder, mas nao vai ter jeito hehe. Eh, vamos ver. O futebol soh eh tao popular por ser uma "caixinha de surpresas". Portanto, tudo pode acontecer, inclusive o hexa brasileiro.

domingo, junho 04, 2006

Cansou mais fez bem (exceto pelo McDonalds)

Hoje eu tenho historia pra contar hein! Opa! Nao desistam soh pq eu falei isso, leiam pelo menos o comeco! hehe

Domingo acordei, botei minha camiseta verde e amarela do Brasil, e vim correndo pro computador pra assistir o jogo do Brasil. Imaginem a tortura que eh assistir um jogo de futebol transmitido no tamanho de um visor de celular. Pois eh, por enquanto soh assim que eh possivel. Foi dificil mas eu acompanhei e torci pra valer hehe.

Por volta de umas 3:30 da tarde eu resolvi dar uma andada e visitar lugares que eu ainda nao tinha ido. Fui com a camisa do Brasil, afinal, estava orgulhoso pela vitoria de 4x0 sobre o grandeee time da Nova Zelandia pffff! Nao estava calor, estava bem agravavel o clima. Havia muitos turista pelas ruas, como em todo domingo. Primeiro passei na frente da ESPN Zone, que eh o bar tematico da ESPN onde tem centenas de televisoes e todos os jogos da copa serao transmitidos. Talvez eu assista alguns la.

A seguir passei ao lado do monumento de Washington (o obelisco) e fui contornando tipo um lago ateh chegar no memorial de Thomas Jefferson, onde tem uma estatua dele bem grande. Em volta do lago eh bem gostoso, as familias ficam fazendo piquenique. De la, peguei uma pista de caminhada em direcao a regiao do Pentagono, mas sem saber muito bem o que faria. Simplesmente fui andando. Atravessei uma das pontes que atravessa o rio Potomac (bem longa, mais de 1 km eu acho). Foi quando a 1a pessoa falou Brasil pra mim, o cara tava de bike. Alias, tinha muita gente caminhando e andando de bike.

Depois da ponte, resolvi pegar a esquerda, foi a melhor coisa que eu fiz. Tinha uma trilha para caminhada, corrida e bicicleta (tudo asfaltado e bem cuidado) que vai contornado toda a margem do rio. Andei um tanto ateh que cheguei numa regiao grande gramada, na beira do rio, onde tinha um bucado de gente curtindo a paisagem e tal. Outros estavam praticando esportes. Tinha alguns arremessando aquela bola oval de futebol americano, mas a grande maioria tava chutando bola e jogando futebol. Na brincadeira mesmo, com mulher, crianca no meio e tudo. Bem que deu vontade de bater uma bolinha. Alem disso, tinha mais um monte de gente fazendo piquenique.

Mas o maior barato do lugar, que eu nao falei ainda, eh que tudo isso fica na cabeceira do aeroporto nacional Ronald Reagan. Muito bacana o lugar. Ai eu peguei, sentei na grama bem de frente pra pista e fiquei soh vendo os avioes pousando e decolando. E tinha mais gente perto de mim, em todo canto vendo os avioes. Eh incrivel, porque na delocagem, aqueles avioes gigantes passam muito perto da gente, bem baixinho, fazendo aquele barulhao. E nao eh como os aeroportos de cidade pequena que estamos acostumados (onde precisa fica o dia inteiro esperando pra ver 2, 3 avioes), eh um atras do outro o tempo todo. Foi bem legal, ateh entao ja tinha sido o melhor passeio que eu fiz em Washington, nem precisava mais nada.

Ali por perto tinha um mapa e tal, explicando que aquilo trata-se de uma trilha que vai bem longe, sempre beirando o rio. Resolvi entao voltar embora, pois ja estava com fome. Voltei pelo mesmo caminho, mas quando cheguei na ponte, ao inves de atravessar, resolvi continuar na trilha margeando o rio ateh outra ponte mais ao norte. No caminho passei por um memorial da marinha (uma estatua com forma de ondas e peixes), vi de longe o Pentagono e cheguei na tal ponte ( a trilha ainda continuava se eu quisesse). Ah, no rio, tinha um monte de lanchas passeando, jetski, barco, gente esquiando, etc. Tinha tambem um pouco de gente pescando na beira do rio.

Logo ali onde eu estava, no comeco da ponte, eh onde fica o cemiterio de Arlington (aquele que sempre aparece nos filmes, que tem milhares de lapides de soldados mortos em guerra). Eh bem perto, da pra ir a peh. Mas nao fui, tava com fome e cansado de andar. Mas tava longe de casa ainda. Do outro lado da ponte, ela acaba bem em cima do memorial de Abraham Lincoln, que estava cheio de gente. Tenho a impressao que esse eh o mais visitado de todos. Mas eu ja fui ano passado e dessa vez passei do lado apenas. Foi entao que vi o memorial da Guerra da Korea, onde tem varias estatuas de soldados como se estivessem caminhando por um campo de guerra. Logo a frente, encontrei sabem o que? Um campo de futebol tamanho oficial com trave, rede e tudo.

Quando digo tudo, eh tudo mesmo. O pessoal tava jogando serio, todo mundo uniformizado, os azuis contra os vermelhos. Era tao serio que tinha juiz e bandeirinhas, todos uniformizados tambem! Incrivel, no Brasil o campeonato tem que ser muiiito importante pra ter todo esse aparato. Alguns detalhes: homens e mulheres jogam todos misturados; o campo era meio torto; e o principal, como eles sao pernas-de-pau! Eu sentei num banquinho do lado do campo e fiquei assistindo. Todo mundo jogando serio, gritando, tecnico, bandeirinha dando impedimento e tudo. Mas nossa, era soh chutao e canelada pra todo lado. As meninas que eram mais delicadas e davam uns dribles. Ta loco, eu nao jogo nada, mas acho que se entrasse ali me dava bem hehe. Mas eh bom ver que eles estao valorizando mais o futebol. No jornal tem saido reportagens sobre a copa, na tv tbm tao dando mais atencao e vao passar todos os jogos.

Parei de ver a pelada e segui rumando pra casa. No caminho ainda passei na rua de fundos da Casa Branca (pra variar, tinha um monte de gente por la). E vi duas meninas vindo na direcao contraria e pensei comigo: nossa, elas tem jeito de brasileiras. Nao deu outra, elas ja falaram da minha camiseta do Brasil. Eh muito facil distinguir as pessoas. Pelo jeito de vestir ja da pra saber se eh americano ou brasileiro ou nao.

Como eu tava morrendo de fome, entrei no 1o McDonalds que vi pela frente. Que me perdoem as arterias do meu coracao, mas eu tava com muita fome e comi logo um big mac com batata frita gigante e coca-cola grande (eu nao pedi nada de tamanho maior, esse eh o padrao pra eles). Enchi o buxo ateh nao aguentar mais e voltei fazendo digestao pro hotel.

Sem duvidas foi o passeio mais agradavel que fiz pela cidade. Agora, de baterias recarregadas, estou pronto pra encarar mais uma semana com boas novidades, espero.

Boa semana a todos!

sábado, junho 03, 2006

Uma (boa) mistura diferente!

Minha sexta-feira foi tao movimentada que soh deu tempo de contar no sabado. Comecou devagar mas no meio da tarde melhorou. Linette foi me mostrar onde sao entregues as correspondencias pra eu poder verificar diariamente se meu documento chegou. Fica no meio do setor de emergencia do hospital, numa sala da administracao.

O setor de emergencia sim tem mais cara de hospital, mais doentes, macas pra todo lado. Mas mesmo assim eh bem diferente dos hospitais brasileiros. Ela me mostrou a recepcao da emergencia e eh incrivel, mais parece uma praca de alimentacao de shopping. Tem mesinhas, televisao, pessoas aparentemente tranquilas, etc. Beeemmm diferente do SUS que a gente ve no Brasil. Ok que o hospital aqui eh particular, talvez nos hospitais publicos americanos seja diferente. Mas de qualquer forma, estou mudando minha concepcao sobre hospitais hehe. Ah, tambem conheci o heliporto e a entrada de emergencia de quem chega voando.

Bom, mas voltando a vaca fria, fomos pegar as correspondencias. Eis que tinha uma pra mim. A Linette comecou a pular de alegria, dizer que eu tinha que comemorar e tal. Eu fiquei meio com o peh atras (to meio calejado ja hehe). Abri o envelope porem nao era meu seguro social (sempre tem um porem!). Era o cartao magnetico do banco. Ou seja, continuarei esperando.

Mais tarde, no lab, o John passou pela minha sala e me chamou pra sairmos. Fui com ele ateh seu carro (um Mazda MX-5). Maneiro o carro dele, esportivo, branco, todo de couro por dentro, daqueles que soh cabem 2 pessoas e, ainda por cima, conversivel. Fomos entao ateh a casa dele que era bem bacana por dentro. A mulher dele tava viajando e por isso ele tava a toa.

De cara ele pegou dois canecos congelados e duas cervejas inglesas que eu nao sei a marca. Sei que era de uma cor laranja escura e com uma espuma muito cremosa. Gostosa a cerveja, diferente das que temos no Brasil. Enquanto tomavamos, ele foi me mostrando a casa. Isto porque foi ele mesmo que a reformou inteirinha. Ele comprou a casa meio abandonada (construida em 1927) e deu uma geral em tudo. Vendo as fotos antes e depois, realmente ficou muito bem feito. Ele ateh construiu uma sacada de madeira (ele chama de deck). Alem disso ele tbm gosta de plantas e ficou mostrando as flores, arvores, peh de tomates e pimentao, etc.

Ficamos conversando sobre varios assuntos (desde politica ateh esportes) e ele perguntou o que iriamos jantar. Como opcoes tinha camarao pra fazer, ou ir comer fora. Dentre as opcoes de comer fora, decidimos ir comer num restaurante indiano. Fomos a pe mesmo, pois era bem proximo dali. Era meio chique mas aconchegante, de frente pra um campo de baseball. Pedimos um prato com frango e outro com carneiro. Os temperos eram bem diferentes e bem ardidos tambem. Mas tinha agua de graca pra aliviar a pimenta hehe. Continuamos conversando e ele me perguntou se eu ja havia comido o famoso "king crab". Eu nao, nem sabia do que se tratava.

Entao ele resolveu me levar no mercado e mostrar o tal. Eh a pata (ou garra?) do carangueijo. Mas nao eh qualquer um, eh o carangueijo gigante do Alaska. A patinha do bixo tem quase o tamanho do meu braco. Ele pegou uma daquela pra levar pra casa. E logo a seguir passamos por uma loja de vinhos, onde tinha um tiozao (conhecido do John) oferencendo pra degustar varias garrafas de vinho. Nessa brincadeira nos experimentamos uns 5 vinhos diferentes. Ao sair, sem comprar nada, ele esqueceu a pata do carangueijo pra tras e voltou correndo pegar.

Chegando na casa dele eh que eu fui entender: ele nao soh queria me mostrar o que era, mas queria que eu experimentasse tambem! Botou o bixo pra cozinhar na agua e esquentou um pouco de manteiga no microondas. E em 15 minutos estava pronto um dos mais tradicionais pratos por aqui (segundo ele): the Alaskan King Crab (vejam a foto abaixo). Nem preciso passar a receita pra vcs porque eh tao simples qto a minha explicacao.

Tudo bem, eu ja tinha tomado cerveja inglesa e vinho de todo tipo, ja tinha comido frango e carneiro no estilo indiano e agora ia comer um legitimo carangueijo do Alaska. Pensei comigo, que mistura eh essa?! Mas... nao tinha jeito eu ia ter que encarar o carangueijo. Entao o John abriu a pata com uma tesoura e me deu um garfo pra tirar a carne e disse: agora molha na manteiga e come; se vc nao gostar pode deixar que eu como tudo hahaha!

Mandei ver, primeiro com um pedacinho pequeno hehe. E era gostoso! Ele falou pra eu pegar um pedaco grande. E realmente era bem gostoso. A carne nao tem gosto muito forte e ja vem salgadinha do mar. Juntando com a manteiga, fica muito bom mesmo. Ai ele me ajudou a comer metade da pata e eu disse finalmente: essa foi a comida mais excentrica que eu ja provei na vida!



Depois disso ele foi me levar embora. Pegamos o carro e, dessa vez, ele tirou a capota. No caminho pra casa ele passou na avenida das embaixadas, onde se tem uma do lado da outra. Vi a da Russia, da Inglaterra, da Italia, Japao, etc. e eh claro, a embaixada brasileira. Esta, por sinal, eh construida bem no estilo dos predios de Brasilia, bem moderna, toda de vidro. Ah, ele mostrou tambem a praca onde o embaixador argentino foi assassinado na decada de 70. Alguem sabe dessa historia?

De carona no carro conversivel pelas ruas de Washington, voltei pro apartamento por volta de umas 9 da noite. Agradeci ao John e ele falou em sairmos mais vezes futuramente. Foi uma experiencia muito bacana!

PS: hoje eu vi pela 1a vez alguem vestindo a camisa da selecao brasileira, no metro.

quinta-feira, junho 01, 2006

Completando 3 semanas em Washington

A foto acima eh da sala de conferencia do laboratorio. Foi ai que o Dr. Gillam mostrou pra mim o sistema de dados do hospital.

Estou ilustrando o post com a foto porque nao tenho muita coisa pra escrever. De diferente sao apenas noticias de outros dias que eu nao havia contado. Isto eh, acho que terca, qdo peguei o onibus pra ir pra estacao de metro, vi perto do hospital varios furgoes de canais de televisao com cameras e tal. Todos estavam na cerca de um campo de golfe vizinho do hospital. Nao entendi porque, mas lendo os jornais descobri que um helicoptero medico, que estava trazendo um paciente em estado grave para o hospital, caiu sem motivos claros no campo de golfe, a menos de 1 milha do heliporto (que fica bem perto do meu lab). Ninguem morreu, mas tanto a tripulacao como o paciente nao ficaram legais. Quer dizer, o paciente ficou pior ainda coitado. No outro dia cedo os furgoes das TVs estavam na rua dentro do campus do hospital, cada qual com uma haste altissima com cameras na ponta. Eh isso mesmo, em cima do furgao sai tipu um mastro que vai uns 6 metros pro alto com a camera. Coisa de loco.

Ao voltar pra casa, comprei mais pao e um tipo esquisito de presunto chamado corned beef. Na hora de comer, descobri que o tal nada mais eh do que algo bem parecido com mortadela. Ou seja, jantei sanduiche de mortadela aqui nos EUA, quem diria hehe. E eles sao tao chiques, que ainda chamam de beef hahaha.

Bom, eu vou ficando por aqui, juntamente com meu beef de mortadela. Good night!